COM ASSESSORIAS - A 2ª edição do projeto “O mundo especial de Picolé” desembarca em Telêmaco Borba nesta quinta-feira, 24, com a proposta de tornar as pessoas com deficiência protagonistas do espetáculo. Em uma apresentação lúdica e muito colorida, várias modalidades do circo, como malabarismo, mágicas e acrobacias, serão apresentadas ao público. A apresentação é gratuita, acontecerá na APAE (Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais) do município às 10h e às 14.
O projeto é aprovado pela Lei Federal de Incentivo à Cultura, tem patrocínio da Copel, Caminhos do Paraná, Banco Paccar, Belgotex e do Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) e tem apoio da ABC Projetos Culturais. O projeto leva o espetáculo a entidades que atendem a portadores de necessidades especiais no Paraná.
“É uma apresentação totalmente interativa. Do começo ao fim, o público participa da apresentação e ainda é chamado no palco”, conta o artista Robert Salgueiro, que é protagonista da peça e dá vida ao palhaço Picolé. “A maior importância do projeto é dar o recado sobre a inclusão social da pessoa com deficiência. Todos eles têm seus talentos, seus dons e podem, inclusive, fazer parte de um espetáculo circense deixando esse mundo mais leve e alegre. Procuramos valorizar as suas potencialidades”, complementa Salgueiro.
“O mundo especial de Picolé” é pautado em esquetes de palhaçaria e performances artísticas circenses, como malabares e acrobacias em monociclos, interpretadas pelo Picolé e por Gilberto Salgueiro, que interpreta o dono do circo. O espetáculo tem 60 minutos de duração.
Além disso, o espetáculo foi planejado para que todos possam participar, independentemente de o público ser formado por cadeirantes, pessoas com autismo, surdez ou deficiência visual. Os artistas adequam as performances para que a experiência seja integral a todos – todas as apresentações são adaptadas para atender as pessoas com deficiência auditiva, física ou visual. O Palhaço Picolé leva a pessoa cadeirante para dar uma volta e dança junto com a pessoa portadora de autismo, por exemplo.
Salgueiro revela que sempre se incomodou com a falta de acessibilidade que existe em grande parte das apresentações culturais. “Decidimos propor um espetáculo que torna esse público protagonista, levando para eles arte, cultura e lazer”, relata. Como contrapartida cultural, será realizada uma oficina de circo de 2 horas de duração para uma entidade que atende portadores de necessidades especiais em Ponta Grossa.
Sinopse
Picolé, um palhaço atrapalhado, conta com a apoio do público para conseguir um emprego no circo e é com a ajuda desses novos amigos que ele aprende a andar em monociclo e a fazer malabares. Ao mesmo tempo que aprende, ele também ensina os espectadores que aprendem mágicas, malabares e outras modalidades circenses.