De acordo com o 2º sargento do Corpo de Bombeiros de Paulínia, Marcelo Urbano, o felino estava a aproximadamente 10 metros de altura e precisou ser sedado. “Normalmente quando temos uma ocorrência dessa natureza nós afugentamos o animal para que ele volte para seu habitat. Mas nesse caso entendemos que a onça não desceria da árvore. Então chamamos a equipe do ICMBio e o veterinário optou por usar o dardo com anestésico”, explica o sargento, que ressalta os cuidados necessários para garantir a segurança do animal.
“A onça ficou presa no alto da árvore, então subimos até ela com ajuda de cordas e fizemos uma espécie de ‘bolsa’ com lona, para descer o felino”, detalha.
Já em segurança, o animal foi pesado e passou por uma análise clínica. Momento importante não só para garantir a saúde da onça, mas também para promover o contato das crianças com a natureza. “Foi muito legal ver ela de perto. Ela é gigante, mas pesa o mesmo peso que eu: 35,5 quilos. Eu até falei que a gente podia visitar ela todos os dias, afinal ela mora aqui perto”, brinca Maria Eduarda Mattoso, irmã de Fernando, de 6 anos.
Ainda sedada, a onça-parda ficou em uma caixa própria para transporte de animais até despertar da anestesia. Depois foi levada à uma região de mata do Parque da Represa, próxima ao local de captura, e devolvida à natureza.
De acordo com a analista ambiental e coordenadora do projeto Corredor das Onças, Márcia Rodrigues, a soltura foi feita durante a noite, pois é o período que o felino costuma se deslocar. "Fizemos a soltura a um quilômetro de onde a capturamos, justamente em uma área de mata ciliar. Por ser um animal jovem, ele provavelmente nasceu ali".
"As onças são territoriais, ou seja, se soltássemos o felino longe do ambiente em que foi encontrado ele provavelmente tentaria retornar e correria riscos nesse processo, como ser atropelado, por exemplo", completa.
Fonte: G1