A caminhada e a vigília começaram na noite de domingo (26), e terminaram perto da 1h da madrugada. Ao longo dessa segunda, outras homenagens vão ocorrer na cidade.
A mãe Fani Vilanova Torres foi a primeira a chegar. Ela perdeu a única filha no incêndio, a Flávia, que estava na boate comemorando o aniversário de 22 anos com as amigas.
"Só quem passa por isso sabe", conta.
Outros familiares e amigos foram chegando na Praça Central de Santa Maria por volta das 20h30. Sobreviventes também se uniram ao grupo para trocar abraços.
"Tenho contato com alguns pais, mas hoje é dia de dividir essa dor", afirma a terapeuta ocupacional, que sobreviveu ao incêndio, Kelen Ferreira.
Por volta das 22h, o grupo saiu em caminha em direção ao prédio onde funcionava a boate. A Marinês dos Santos Barcellos levou a foto do filho Roger, que morreu trabalhando com segurança dentro da Kiss.
"Todos os anos eu venho para pedir justiça", conta ela.
Um grande coração foi pintado no asfalto, bem em frente à boate. Ele foi colorido com anjos e iluminado com 242 velas. Em torno desse coração, além de orarem e pedirem por justiça, os familiares também pronunciaram os nomes de todos que morreram na madrugada do dia 27 de janeiro de 2013.
"Eu fiz planos, ter netos, e agora não temos futuro, vivemos do passado", afirma a mãe Rosane Pendenza Calegari, que perdeu o filho Ruan.
A homenagem terminou com a exibição de mensagens de familiares das vítimas e sobreviventes, em um telão, em frente ao prédio da boate Kiss.




