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Funerária e hospital revelam detalhes de caso de serragem em caixão

Família do município de Imbaú (PR) teve uma surpresa desagradável ao abrir o caixão da pequena Helena; corpo ficou no hospital

Funerária e hospital revelam detalhes de caso de serragem em caixão
(Foto: Reprodução)
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A funerária responsável pelo sepultamento de um natimorto em Imbaú, na região dos Campos Gerais do Paraná, e o Hospital Geral Unimed de Ponta Grossa, onde foi realizado o parto induzido, divulgaram notas após a família registrar um Boletim de Ocorrência (B.O.). No último sábado (30), pouco antes de iniciar o velório da pequena Helena, que morreu com seis meses de gestação, os familiares encontraram apenas serragem dentro do caixão.

Segundo a empresa funerária e o hospital, o corpo ficou dentro de um pacote no necrotério da unidade hospitalar.

“Falaram pra mim que não ia precisar fazer o enterro. Daí no dia seguinte falaram que ia precisar, porque já tinha 24 semanas, tinha um peso que precisava ser feito enterro. Aí falei com meu pai e minha mãe e pedi que arrumassem uma funerária para ir pegar a Helena […] A dor de enterrar um filho já é enorme. A gente aqui esperando a Helena chegar, pra enterrar um filho. Uma dor enorme. Abrimos o caixão e só tinha serragem. Não desejo essa dor para pai nenhum”, desabafou Eduardo Jangada, pai de Helena.

Funerária revela detalhes do procedimento

Nesta segunda-feira (1º), após grande repercussão do caso, a Funerária Tamoyo Prev esclareceu a ocorrência do último sábado (30). De acordo com a direção, todos os procedimentos de segurança foram realizados acompanhados por uma avó e por uma tia do natimorto.

“Chegando ao hospital apresentaram os documentos obrigatórios, em seguida nosso agente juntamente com a família foram até o necrotério, chegando lá haviam vários berços, porém todos vazios, apenas um deles estava com um “pacote”. O mesmo foi entregue ao nosso agente juntamente com a família do bebê, como é nosso procedimento, nosso agente perguntou para a família se havia o desejo deles verem o bebê. A família diante da imensa dor optou em não abrir o pacote, diante disso nosso agente retornou para Imbaú com os familiares que o acompanhavam no veículo da empresa”, esclareceu a funerária.

Entretanto, quando os familiares chegaram para o velório em Imbaú pediram para abrir o caixão e tiveram uma surpresa, o corpo não estava no local. “Chegando na funerária para fazermos a preparação do bebê, a avó pediu para ver o rostinho da sua netinha, e nós prontamente abrimos o pacote e tivemos a triste surpresa como mostrada no vídeo, de ter apenas serragem dentro do pacote”, completou.

“A funerária esclarece que os familiares citados estiveram o tempo todo junto com nosso agente, tanto na viagem quanto na retirada do bebê do hospital, a família acompanhou todos os nossos procedimentos”, finalizou a funerária em nota.

Hospital revela apuração interna

Já o Hospital Geral Unimed, responsável por realizar o parto induzido após constatar que o coração do bebê não estava mais batendo, informou que desde sábado (30), iniciou uma apuração interna e revisitou todas as etapas do protocolo de óbito da instituição.

“Nesse sentido, confirmou-se que o corpo foi devidamente identificado no centro cirúrgico e encaminhado diretamente ao necrotério do hospital, aguardando a retirada pela funerária. A instituição disponibilizou o acesso ao necrotério para o agente funerário, que realizou os processos acompanhado por dois familiares do bebê e assinou o protocolo de retirada do corpo”, informou o hospital.

Com a denúncia de que o corpo não havia sido retirado do hospital, a instituição informou que houve um equívoco. “Equivocadamente, o corpo não foi retirado, permanecendo no necrotério até o fim da tarde quando, após o desfecho do caso, foi levado pela funerária para a família. Desde o primeiro momento em que fomos acionados, compadecemo-nos à dor da família e estamos prestando todos os esclarecimentos aos órgãos responsáveis”, finalizou a nota do hospital.

Fonte: RIC Mais

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