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Mãe em coma no Paraná apresenta primeira reação após filho pedir sinal e se recupera de caso grave de chikungunya: 'Sempre foi uma guerreira'

Conceição Aparecida, de 67 anos, foi diagnosticada com chikungunya, que evoluiu para Encefalite de Bickerstaff. Sinal aconteceu após primeiros 11 dias que esteve em coma e internada em Umuarama. Sete meses depois, ela está se recuperando bem e aguarda alta hospitalar.

Mãe em coma no Paraná apresenta primeira reação após filho pedir sinal e se recupera de caso grave de chikungunya: 'Sempre foi uma guerreira'
(Foto: Roberto Porto/RPC)
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Conceição Aparecida, de 67 anos, está internada há sete meses em um hospital de Umuarama, no noroeste do Paraná, com Encefalite de Bickerstaff. A doença neurológica autoimune foi causada após um quadro de chikungunya - arbovirose transmitida pela picada do Aedes aegypti. O início daquilo que seria uma longa jornada de recuperação foi quando, após 11 dias em coma, ela apresentou o primeiro sinal de consciência no momento em que o filho pediu para que, se ela estivesse ouvindo ele, mexesse a cabeça. No vídeo acima, confira a entrevista com Conceição, os filhos e a médica responsável pelo tratamento.

A idosa foi levada às pressas ao Hospital Municipal de Iporã, cidade em que mora, no dia 19 de junho de 2025. Entubada, inconsciente e em estado grave, ela foi transferida ao Hospital Cemil, em Umuarama, a 55 quilômetros de distância.

De acordo com Karina Farah, médica pneumologista que acompanha o caso de Conceição, a idosa teve sintomas gravíssimos de encefalite: tetraplegia, alterações oculares e rebaixamento do nível de consciência.

"Foi um diagnóstico muito difícil. Aqui no nosso hospital, a gente não tinha nenhum caso. [...] Quando chegou para a gente, suspeitaram até de morte encefálica", a médica lembra.

Moacyr Gomes Brito, filho que testemunhou a mãe realizando o primeiro movimento, conta que a família visitava o hospital todos os dias em busca de atualizações sobre o estado de saúde dela. O gesto singelo de Conceição, no dia 30 de junho de 2025, fez com que médicos e familiares tivessem esperança de que aquele quadro seria revertido.

Nesta terça-feira (20), Conceição permanece no Hospital Cemil, mas com expectativa de alta hospitalar para os próximos dias.

"É um milagre pra gente. Não tem como falar que não é um milagre. [...] Ela sempre foi uma guerreira", Moacyr disse.

Quais foram os primeiros sintomas de Conceição

À RPC, afiliada da TV Globo no Paraná, o filho Reginaldo Gomes contou que Conceição começou a apresentar sintomas semelhantes à dengue. Depois de alguns dias em que houve melhora, em 18 de junho de 2025, ele a levou ao hospital de Iporã porque ela estava com mãos e pés formigando.

"Eles [médicos] fizeram o atendimento. Fez todo teste, pediu para sorrir, para apertar a mão, levantar o braço. Tudo meio que levava a ser um AVC ou algo desse tipo. Mas não era. Pegaram, fizeram os medicamentos e liberaram ela" , Reginaldo lembra.

Naquele mesmo dia, ela ainda foi levada novamente ao hospital por não ter apresentado melhoras mesmo com os medicamentos. Entretanto, não recebeu diagnóstico e foi para casa.

Preocupados, os filhos se revezaram para cuidar de Conceição, com um deles passando a noite com a mãe. Às 5h de 19 de junho de 2025, ele foi verificar como ela estava e encontrou a mãe sem reações e movimentos.

Início da internação e diagnóstico

No Hospital Municipal de Iporã, Conceição foi entubada e encaminhada pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) à Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Cemil, em Umuarama, quando foi estabilizada.

"O médico falou que a situação era muito crítica, no caso dela. Pela pupila que estava muito dilatada, não tinha resposta neurológica. Ali, sim, bateu o desespero", Reginaldo conta.

A médica Karina Farah explica que contou com uma equipe multidisciplinar e profissionais de outras instituições para que pudessem concluir o diagnóstico de Conceição.

Ao final, identificaram que ela estava há mais de 20 dias com febre chikungunya e isso havia desencadeado a Encefalite de Bickerstaff.

"Ela é rara. A gente não vê com frequência. Dos casos que a gente vê da dengue e outras infecções virais, já não é comum evoluir para a síndrome de Guillain-Barré, mas muito menos frequente ainda evoluir para a Encefalite de Bickerstaff. Mas são complicações que podem acontecer. [...] tem que prestar atenção principalmente se o paciente se queixa de sintomas neurológicos", a médica explicou.

O Ministério da Saúde alerta que o vírus chikungunya pode causar doença neuroinvasiva. Além da encefalite, também são citadas Mielite, Meningoencefalite, síndrome de Guillain-Barré, síndrome cerebelar, paresias, paralisias e neuropatias.

Recuperação

A fase mais crítica de Conceição foi em junho e julho. Mesmo que ela tenha apresentado os primeiros movimentos ao filho, ainda estava com risco de morte.

Foi entre julho e agosto que ela abriu os olhos pela primeira vez.

Entre agosto e setembro, Conceição começou a conversar, reconhecer familiares e demonstrou que estava com a memória preservada. Para mexer tronco, braços e pernas, foi necessário esperar até os meses de setembro e outubro.

No final de 2025, Conceição contraiu infecções, teve paradacardiorrespiratória e precisou usar diversos antibióticos.

Em 12 janeiro deste ano, o estado de saúde melhorou e ela recebeu alta da UTI. Porém, ela ainda depende de ajuda de aparelhos para respirar.

Casos de chikungunya no Paraná

Iporã registrou 55 casos de chikungunya em 2025, sendo que este número representa 80% dos 68 casos confirmados pela 12ª Regional de Saúde, que abrange 24 municípios do Paraná.

No mesmo ano, o estado confirmou 6.090 casos da doença, que é transmitida pela picada de fêmeas infectadas do mosquito Aedes aegypti.

Fonte: g1

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