
COM ASSESSORIAS - A alimentação fora do lar dos Campos Gerais está animada com o faturamento para o Dia das Mães, é o que mostra a pesquisa recente da Abrasel ao apontar: 75% dos participantes projetam faturar mais na data.
Para o segundo domingo do mês, 11% dos empreendedores estimam aumentar o faturamento em 5%, 35% deles entre 6% e 10%, outros 11% dos participantes entre 11% e 20%, 16% em até 50% de aumento e 3% estimam acima de 50% de aumento no faturamento.
“Com isso vemos a importância dessas datas para nosso setor, porque a família sai consumir, festejar e isso aumenta o faturamento e movimenta nossa economia”, ressalta Lucas Klas, presidente da Abrasel Campos Gerais.
Para movimentar a data, diversos estabelecimentos apostam em cestas de café da manhã, caso do associado Lúmen Café + Gastronomia. “E as cestas do Lumen já são muito tradicionais como presente de Dia das Mães e é uma forma de o filho ou a filha presentearem sua mãe com produtos carro-chefe do nosso próprio cardápio”, pontua Daniel Wagner, gestor da empresa.
Além disso, há tradicionais almoços, mural com fotos, fotógrafo no dia e encomendas de produtos em outros associados.
Dados da saúde econômica do setor
Ainda de acordo com a pesquisa da Abrasel, em relação ao faturamento, 47% das empresas participantes registraram aumento em março em comparação a fevereiro. Outras 19% mantiveram estabilidade e 29% apontaram queda.
Porém, a situação financeira delas ainda é ruim, pois somente 32% operaram em lucro, contra 39% em estabilidade e 27% com prejuízo.
Em relação aos efeitos da inflação nos preços dos cardápios, o cenário é quase o mesmo, com 32% dos participantes apontando que não conseguiram reajustar os preços nos últimos 12 meses, contra 61% que fizeram isso conforme ou abaixo da inflação e outros 7% acima.
Os números chamam a atenção, pois, como exemplo, a pesquisa da UEPG, em relação a alguns produtos que compõem a cesta básica e têm relação com a alimentação fora do lar, apontou aumento, em março de 2026, de 18,99% em Ponta Grossa.
Outro item da pesquisa é sobre o endividamento, em que 24% das empresas têm pagamentos atrasados, sendo os impostos federais os mais apontados com 64%.
“Os números mostram a fase que nosso setor vive e como é importante a união do setor nestes momentos, porque nós sentimos de maneira direta a retração do mercado e acabamos tendo que evitar reajustes, já que isso pode afastar clientes, mas com isso precisamos tomar decisões para manter o negócio em pé”, pontua Lucas Klas.