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Mabel recebe família de Ísis e pede para que caso não caia no esquecimento

Desaparecimento de jovem em Tibagi (PR) completou dois anos. Deputada estadual reforça a importância do enfrentamento a violência contra a mulher

Mabel recebe família de Ísis e pede para que caso não caia no esquecimento
(Imagem: Divulgação)
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COM ASSESSORIAS - A deputada estadual Mabel Canto (PP) recebeu nesta terça-feira (09) na Assembleia Legislativa do Paraná (ALEP) a família da adolescente Isis Victoria Mizerski, moradora de Tibagi (PR). Ela desapareceu há dois anos, completados no último dia 6 de junho. A jovem tinha 17 anos e estava grávida. Embora o corpo nunca tenha sido localizado, a Justiça reconheceu formalmente a sua morte e o réu Marcos Vagner de Souza, apontado como pai do bebê, aguarda preso o julgamento.

Estiveram no plenário a mãe de Ísis, Flávia Regina Mizerski, a irmã Ana e o vereador de Tibagi, Renan de Souza (União), amigo da vítima.

Em seu discurso na tribuna, a deputada estadual Mabel Canto, carregando uma foto de Ísis, pediu para que o caso não fosse esquecido. “Uma mãe jamais deveria perder o filho. Uma mãe nunca deveria enterrar o próprio filho. Essa família aguarda justiça. A mãe não sabe onde está o corpo da filha. Essa família tem o direito de saber o que aconteceu com a Ísis”, refletiu a parlamentar.

Líder da Bancada Feminina na ALEP, Mabel Canto destacou que infelizmente a morte de Ísis ainda é um retrato do machismo presente na sociedade. “Ela foi morta por ser mulher, por estar grávida e por querer que o genitor reconhecesse a paternidade”, disse a deputada estadual.

O Paraná registrou 33 feminicídios no primeiro trimestre de 2026, mantendo o estado entre os cinco do país com maior número absoluto de mortes violentas de mulheres devido ao gênero. Os dados são do Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (Sinesp).

Mabel Canto reforçou que casos como o da Ísis, de ampla divulgação, servem para reforçar a necessidade do enfrentamento a violência contra a mulher. “Estou aqui para que a Ísis não seja esquecida. Para que jovens e mulheres que sofrem violência não sejam esquecidas”, finalizou Mabel Canto.

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