
COM ASSESSORIAS - O aumento do uso de cigarros eletrônicos entre adolescentes tem preocupado especialistas em saúde em todo o país. Segundo a Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE) 2024, divulgada pelo IBGE, quase três em cada dez estudantes brasileiros entre 13 e 17 anos já experimentaram esse tipo de dispositivo, enquanto a Região Sul concentra um dos maiores índices de experimentação do país. Em Tibagi, esse será um dos temas abordados durante a Operação Rondon, que acontece entre os dias 11 e 21 de julho.
O Paraná também chama atenção quando o assunto é cigarro eletrônico. Um levantamento do Instituto Ipec aponta que o estado possui o maior percentual de usuários adultos desses dispositivos no Brasil, cenário que reforça a importância de ações educativas voltadas principalmente aos jovens. A proposta das oficinas é levar informação para que a população possa compreender os riscos associados ao uso desses produtos e tomar decisões mais conscientes.
As atividades serão desenvolvidas por estudantes e professores da Universidade Estadual de Londrina (UEL) e da Universidade Paranaense (Unipar), com uma programação gratuita voltada à promoção da saúde, prevenção e desenvolvimento comunitário. Entre as oficinas estão conscientização sobre o uso de cigarros eletrônicos e outras drogas, saúde bucal, primeiros socorros, orientação sobre o programa Jovem Aprendiz, panificação e produção de geleias.
Além das ações de prevenção, a programação inclui oficinas voltadas à geração de renda e ao desenvolvimento de habilidades práticas, incentivando novas oportunidades para a comunidade por meio de temas como panificação e produção de geleias.
Segundo o professor Paulo Liboni, coordenador institucional da Operação Rondon pela UEL, um dos objetivos da Operação Rondon é fazer com que os conhecimentos compartilhados permaneçam na comunidade mesmo após o encerramento das atividades. "São ações de extensão que transformam as pessoas para que elas possam replicar esse conhecimento mesmo depois do fim da operação. Embora aconteça em um período determinado, a ideia é que seus efeitos sejam prolongados e continuem sendo sentidos pela comunidade", destaca.
Fernanda Pinto Ferreira é a professora responsável pelas ações no município, ela explica que a programação foi pensada para fortalecer a autonomia da população e construir soluções em conjunto com os moradores."Queremos desenvolver ações práticas que fortaleçam a autonomia das pessoas, promovam qualidade de vida e incentivem o protagonismo local. Mais do que levar conhecimento, buscamos construir uma troca de saberes, valorizando as experiências da comunidade e trabalhando juntos na busca por soluções que façam sentido para a realidade de Tibagi", afirma.
Para a estudante de enfermagem, Giovana Moura, a expectativa é que a troca de experiências beneficie tanto a comunidade quanto os universitários."Espero levar informações e conhecimentos que impactem a vida das pessoas em Tibagi, e sei que aprenderei muito com elas também. Todas as oficinas foram construídas a partir das demandas apresentadas pelo município".