
COM ASSESSORIAS - Em 17 de agosto, Dia do Patrimônio Histórico Nacional, o Parque Estadual de Vila Velha ganha um motivo a mais para ser redescoberto pelos ponta-grossenses: reconhecido neste ano como Patrimônio Histórico e Cultural do Paraná, o atrativo preserva formações naturais, paisagens e referências que fazem parte da história da cidade e segue como opção de passeio para diferentes perfis e gerações.
O reconhecimento acompanha uma trajetória que começou muito antes da criação do parque. Em 1966, o Estado do Paraná reconheceu o conjunto formado por Vila Velha, Furnas e Lagoa Dourada como patrimônio, realizando a primeira inscrição do Estado no Livro do Tombo Arqueológico, Etnográfico e Paisagístico. Este ano, em abril de 2026, uma nova lei estadual reconheceu o Parque Estadual de Vila Velha como Patrimônio Histórico e Cultural do Paraná, reforçando a importância do local para a memória e a identidade paranaense.
Para quem vive em Ponta Grossa, a visita pode ser um programa conhecido de longa data ou uma oportunidade de passear novamente por um dos principais símbolos da cidade. Caminhando entre os Arenitos, os visitantes se deparam com formações que despertam a imaginação pelos contornos e silhuetas formadas há milhões de anos. A visita também passa por Furnas e pela Lagoa Dourada, compondo um roteiro que permite conhecer diferentes paisagens naturais preservadas dentro da unidade.
A relação com a história e a cultura é reforçada com a exposição “MON sem Paredes - Arte ao Ar Livre” a primeira edição itinerante do projeto do Museu Oscar Niemeye leva seis intervenções artísticas inéditas para o atrativo, criando um diálogo entre as obras contemporâneas e as formações naturais do parque. Com curadoria de Marc Pottier e conceito de Fernando Canalli, a exposição reúne trabalhos de Gustavo Utrabo, Tom Lisboa, Kulykirida Mehinaku, Sonia Dias, Denise Milan e Alexandre Vogler.
O parque ainda oferece alternativas para quem procura um passeio mais movimentado. Tirolesa, arvorismo e cicloturismo fazem parte das atividades disponíveis no atrativo, enquanto as trilhas especiais levam os visitantes a áreas que não fazem parte do circuito tradicional. Assim, o mesmo lugar que faz parte da memória de várias gerações também pode ser redescoberto de diferentes maneiras por novas pessoas e novos olhares.
Agosto ainda tem arquearia, trilha e passeio sob as estrelas
No dia 23 de agosto, o Parque Estadual de Vila Velha recebe a Arquearia Experience, atividade inspirada na tradição milenar da Arqueria de Guerra Japonesa. Das 9h às 13h, os participantes têm contato com os fundamentos do disparo com arco em uma aula introdutória. A atividade é destinada a maiores de 18 anos e também pode receber menores acompanhados pelos responsáveis. Não é necessário ter experiência anterior ou equipamento próprio.
Já no dia 29, a programação especial segue com duas atividades. Durante o dia, a Trilha da Fortaleza percorre 11 quilômetros por áreas naturais do parque, passando pela Trilha dos Fósseis Marinhos, Arenitos, Trilha dos Afloramentos, Bosque da Fortaleza e Cachoeira do Rio Quebra Perna. Ao anoitecer, a Caminhada Noturna percorre aproximadamente 4 quilômetros pela Trilha Arenitos Unimed. O passeio inclui observação do céu com telescópio e orientações de um especialista em Astronomia, com recepção dos participantes a partir das 17h30 e duração aproximada de 3 a 4 horas.