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Segurança

Motorista de aplicativo é feita de refém e passa 12 horas amarrada durante assalto no Paraná: 'Tortura e humilhação'

Vítima conta que assaltantes rodaram cerca de 300 km com carro dela no período. Polícia Civil investiga o caso

Motorista de aplicativo é feita de refém e passa 12 horas amarrada durante assalto no Paraná: 'Tortura e humilhação'
(Foto: Reprodução)
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A Polícia Civil está investigando o caso de uma motorista de aplicativo que relata ter sido feita de refém e passar 12 horas amarrada durante um assalto em Ponta Grossa, nos Campos Gerais do Paraná.

"O rapaz falou: "Perdeu! Perdeu!", e com um punhal no meu pescoço. Daí foi só tortura, tortura e humilhação, tortura e humilhação. O que eu passei eu não desejo pra ninguém", disse ela, que prefere não se identificar, em entrevista à RPC.

O caso aconteceu na noite de quarta-feira (3), por volta das 21 horas, durante uma corrida.

A motorista conta que foi atacada por um casal, que após anunciar o assalto amarrou as mãos dela com um cadarço e a encapuzaram com um pano.

A vítima também conta que passou cerca de 12 horas nestas condições, enquanto os criminosos dirigiam pela cidade e pela rodovia. Ela afirma que o velocímetro do carro aponta que eles rodaram cerca de 300 km, no total.

"Ele ficou rodando e foi pra BR, usando droga e bebidas e dirigindo. Passou dois pedágios, eu não sei onde porque eu estava coberta, mas eu vi que era pedágio. Ele voava, os caminhões buzinavam e ele voava, e eu pensei: 'Eu tô morta'", lembra.

A mulher também conta que os criminosos a obrigaram a desbloquear o celular dela e realizaram duas transferências PIX da conta bancária.

A vítima foi liberada na manhã do dia seguinte e conta que ficou traumatizada com a situação.

"Eu pensava que meus filhos nunca mais iam me ver. [...] Eu preciso trabalhar, mas eu preciso ter segurança, no momento eu tô muito abalada, muito, muito, muito. Eu peço justiça para não acontecer com outros parceiros meus, que eu não pude nem avisar para ter ajuda deles, porque se eu tivesse avisado eu tinha sido morta", relata.

Até a publicação desta reportagem, os suspeitos ainda não haviam sido localizados.

Fonte: g1

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