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Saúde

Meningite: desafio do diagnóstico e corrida contra o tempo

Doença com alto risco de complicações conta com exames moleculares para diagnóstico ágil e preciso

Meningite: desafio do diagnóstico e corrida contra o tempo
Quanto antes a meningite for diagnosticada e o tratamento iniciado, menores os riscos – alerta o especialista Fábio Motta. (Foto: Complexo Pequeno Príncipe)
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COM ASSESSORIAS - Febre alta, mal-estar súbito e vômitos são sintomas comuns a diversas doenças como gripe, viroses e, até mesmo, a temida meningite. Devido a semelhança, a busca do paciente por consulta médica pode ser tardia, e confundir o diagnóstico médico inicial.

Caracterizada pela inflamação nas meninges, membranas que envolvem o cérebro e a medula espinhal, a meningite pode ser bacteriana, viral, fúngica, tuberculosa ou inflamatória.

A forma mais grave da doença é a bacteriana, que pode ser causada por bactérias como Neisseria meningitidis (meningococo), Streptococcus pneumoniae (pneumococo), Haemophilus influenzae, Mycobacterium tuberculosis, Streptococcus sp. (principalmente do Grupo B), Listeria monocytogenes, Escherichia coli e Treponema pallidum. Segundo o infectologista e professor do curso de Medicina da Universidade Positivo, Dr. Alexandre Arias, as duas primeiras são as mais preocupantes, pois evoluem rapidamente e podem provocar sequelas como cegueira, surdez, amputação de membros, consequências neurológicas que dificultam a fala e movimentos, e até mesmo, a morte.

Embora o número de casos não seja tão elevado, com redução no comparativo entre anos anteriores, a doença é considerada endêmica pelo Ministério da Saúde, podendo causar surtos e epidemias ocasionais. Em 2018, foram registrados 1.072 casos de doença meningocócica e 218 mortes, sendo que em 2017 foram 1.138 e 266 casos respectivamente. Já a meningite pneumocócica registrou 934 ocorrências e 282 mortes, em 2018, e 1.030 casos e 321 mortes, em 2017.

Com sintomas e consequências mais brandas, as meningites virais respondem por cerca de 60% dos casos da doença no País: foram registrados 7.873 casos e 93 mortes em 2018, e 7.924 casos e 107 mortes no ano anterior. Os agentes causadores são Enterovírus, vírus do grupo herpes, arbovírus (dengue, febre Zika Vírus, Chikungunya e febre amarela), vírus do sarampo e da caxumba e adenovírus.

“Além de sintomas comuns de meningite, outros geralmente se apresentam posteriormente, como a sensibilidade à luz, letargia, rigidez no pescoço, confusão mental, delírio e convulsões. Por isso, inicialmente o diagnóstico clínico possa pender para doenças de menor gravidade”, alerta Arias. “O ideal é que o paciente ou responsável procure orientação médica assim que surgirem os primeiros sintomas e fique atento à evolução do quadro e resposta ao tratamento indicado. Caso os sintomas permaneçam ou piorem, deve-se dirigir ao pronto-atendimento imediatamente”, completa.

Avanços no diagnóstico

Pelo fato do tratamento ser diferente para cada agente causador da meningite, o tempo e o diagnóstico preciso são fatores importantes no tratamento e cura. Neste cenário, os exames laboratoriais por biologia molecular são importantes aliados do tratamento médico: por meio da técnica de PCR (Reação em cadeia da Polimerase), identificam por meio do material genético os agentes causadores da doença, oferecendo resultados mais rápidos e com alta sensibilidade e especificidade.

Desenvolvedora e distribuidora de produtos para medicina diagnóstica, a Mobius Life Science fornece a laboratórios de análises clínicas kits moleculares. Entre eles, um que identifica a meningite bacteriana, especificando se a Neisseria meningitidis, o Streptococcus pneumoniae ou o Haemophilus influenzae estão presentes na amostra, e também um kit para detecção dos principais vírus que causam meningite – Enterovírus, Vírus Herpes 1 e 2, Vírus Varicela-zoster, Parecovírus humano e vírus da caxumba.

“Como a doença evolui rapidamente, quanto antes realizado o diagnóstico e iniciado o tratamento com medicação adequada, menores as sequelas e risco de vida”, pontua o responsável pelo controle antimicrobiano do Hospital Pequeno Príncipe, Dr. Fábio Motta. No entanto, o médico ressalta ainda que apesar da evolução no tratamento e diagnóstico da doença, a prevenção por meio de vacinas é fundamental.

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