Investigações
Logo depois da queda, Miguel foi levado para o Hospital da restauração (HR), no Derby, também na área central do Recife. Enquanto a família estava na unidade de saúde, onde a morte foi confirmada, a polícia se dirigiu ao local do acidente.
Lá, segundo o delegado, foram separadas imagens das câmeras de segurança, importantes para a corporação estabelecer a cronologia dos fatos.
”Enquanto a mãe prestava depoimento, a gente analisava as imagens, na delegacia. A moradora do apartamento foi presa em flagrante de delito, mas esse crime prevê o pagamento de fiança, que foi arbitrada”, disse Ramón Teixeira.
Ainda segundo delegado, as investigações vão continuar. “Essa foi um aparte preliminar do trabalho. Vamos prosseguir com o inquérito e, se for o caso, a moradora pode ser representada, ao fim das apurações”, comentou o delegado.
No dia da perícia inicial, foi relatado que as áreas comuns do prédio não tinham portas nem janelas trancadas no 9º andar. Diante disso, foi questionado ao delegado, na coletiva, sobre a possível responsabilidade do condomínio.
Na coletiva, o policial disse que o caso ainda está sendo avaliado. “Vamos deixar isso para a sequência das investigações, comentou.
Também na coletiva, a assessoria de comunicação da Polícia Civil informou que os nomes dos proprietários do apartamento e patrões da doméstica não seriam divulgados por causa da necessidade de “cumprimento da lei de abuso de autoridade”.
Revolta
Mais cedo, durante o velório de Miguel, em Santo Amaro, na área central do recife, os parente estavam revoltados.
A tia da criança Lourdes Cristina, irmã da mãe de Miguel, Mirtes Renata, questionou o fato de dois adultos, a moradora e a manicure, não conseguirem cuidar de uma criança. Segundo ela, o menino começou a chorar e a patroa não chamou a mãe dele de volta.
Durante o enterro, a família de Miguel recebeu o apoio de integrantes do grupo Coiote Corredores, da qual Mirtes, mãe do menino, faz parte. Segundo Anderson Amaral, um dos coordenadores da equipe de treinamentos, a criança gostava de participar das atividades esportivas.
O corpo de Miguel foi liberado do Instituto de Medicina Legal (IML) e seguiu para ser velado em uma funerária na área. Bastante abalados, os pais da criança preferiram não gravar entrevista com a imprensa.
O enterro da criança ocorreu no distrito de Bonança, em Moreno, no Grande Recife, onde mora parte da família materna. A mãe teria optado por sepultar o filho no mesmo local onde o irmão dela havia sido enterrado.
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Fonte: G1




