
O Ministério Público do Paraná (MP-PR) denunciou Henrique Werner de Mattos, de 23 anos, por atropelar e matar o taxista Alci Rosa de Oliveira, de 70 anos, em Curitiba. O g1 tenta localizar a defesa do denunciado.
O crime foi no início de novembro e foi registrado por câmeras de segurança. Nas imagens é possível observar o veículo de Alci parado e o momento em que o carro de Henrique bate no veículo dele. Alci desce do carro para ver o que está acontecendo, Henrique não para e acelera em direção a ele, o atropelando. Alci cai no chão e Henrique foge sem prestar socorro.
Alci foi socorrido por pessoas que passavam pelo local, ficou dias internado em um hospital, mas morreu.
Henrique foi denunciado por homicídio. A denúncia considerou que o crime foi cometido por motivo fútil e mediante o uso de recurso que dificultou a defesa da vítima. O Ministério Público destacou, como agravante, o fato de a vítima ser idosa.
Na denúncia, a qualificadora de motivo fútil foi justificada pelo fato de o crime ter sido cometido após um desentendimento no trânsito, no qual Henrique colidiu com o carro do taxista.
Conforme o MP, Alci foi atropelado enquanto verificava os danos causados no próprio veículo e quando, sem demonstrar qualquer agressividade, se aproximou do carro de Henrique.
Para o Ministério Público, a vítima foi atingida sem qualquer discussão prévia, o que reduziu as chances de defesa do idoso, uma vez que, nessas condições, não esperava a agressão.
Após o crime, suspeito fugiu
No fim de novembro, a Polícia Civil do Paraná divulgou um cartaz com a foto do suspeito. Na ocasião, ele era considerado foragido.
Segundo o delegado Edgar Santana, equipes policiais tentaram cumprir um mandado de prisão contra Henrique, porém, ele não foi encontrado. Além disso, ao questionarem familiares sobre a localização do rapaz, eles não quiseram informar o paradeiro de Henrique.
No início da investigação, Henrique chegou a ser interrogado. À polícia, ele afirmou que Alci foi em direção a ele, que ficou nervoso e acelerou, mas que não tinha a intenção de matá-lo.
Apesar da divulgação do cartaz, o Tribunal de Justiça do Paraná (TJPR) concedeu uma liminar, antes do cumprimento do mandado, e, dessa forma, Henrique não foi preso.
O g1 perguntou ao tribunal os critérios considerados para a decisão, mas não teve resposta até a última atualização desta reportagem.
Fonte: g1