Correio dos Campos

Quem matou avó e neta no Paraná? Polícia dá detalhes da investigação

Polícia Civil do Paraná revela que celulares de vítimas estão sendo periciados e câmeras de segurança podem elucidar o crime
26 de março de 2025 às 10:16
(Foto: Reprodução/ Redes Sociais)

A Polícia Civil do Paraná (PCPR) concedeu uma entrevista coletiva nesta terça-feira (25) para comentar sobre o caso de avó e neta mortas em Jataizinho, a cerca de 30 km de Londrina. O delegado de Ibiporã, Victor Dutra, é o responsável pelas investigações e contou que as equipes estão empenhadas para descobrir quem é o autor ou autores do crime brutal.

“Pela característica da execução do crime é o que dificulta, porque não existe uma motivação clara”, comentou Dutra.

O delegado contou que o assassinado de Ana Carolina Anacleto, de 12 anos, e de Marley Gomes de Almeida, de 53, aconteceu entre a noite de sexta-feira (21) e a noite de sábado (22). A filha de Marley, Larissa Clemente, conversou com a mãe e com a filha Ana Carolina na noite de sexta e estava tudo certo na residência, localizada no bairro Pombal.

Já durante o sábado (22), avó e neta não responderam às mensagens e nem atenderam o celular. Por volta das 19h, os corpos das duas familiares foram encontrados na residência de Marley. Foi um filho da mulher que encontrou as vítimas mortas.

“A gente sabe que o bairro é humilde, existe uma dificuldade na localização de material de câmera de segurança. Estamos fazendo análise, para tentar identificar os autores o quanto antes possível”, comentou Dutra, sobre a busca por informações.

Uma câmera de segurança, localizada a cerca de 150 metros da casa onde o crime foi realizado, flagrou um homem com duas facas nas mãos, na madrugada de sábado (22). Apesar das imagens, o indivíduo ainda não foi identificado. “Estamos tentando localizar pessoas com as características desse homem, mas ainda não sabemos se este homem é a pessoa que cometeu o homicídio ou não”, completou o delegado.

Celular de vítimas e familiares são apreendidos

A investigação também realiza perícia em alguns celulares de pessoas que podem ter envolvimento. A PCPR está com os aparelhos de avó e neta e também de outros dois homens, que chegaram a ser ouvidos na delegacia.

“O celular da vítima foi apreendido e estamos analisando. Também estamos com celulares de pessoas próximas, para podermos ir aprofundando”, afirmou Dutra.

Na casa não havia sinais de arrombamento. Após o crime brutal, o autor usou o sangue das vítimas para deixar uma mensagem na parede: “Desculpa mãe Marcos”. A investigação conversou com familiares, mas ninguém conhece essa pessoa chamada Marcos.

Não está descartada a hipótese da mensagem ter sido escrita para confundir as investigações.

Fonte: RIC Mais

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