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Cultura & Eventos

Agosto Lilás debate violência doméstica e familiar

Agosto Lilás debate violência doméstica e familiar
(Foto: Divulgação)
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COM ASSESSORIAS - A Secretaria Municipal da Família e Desenvolvimento Social realiza nesta sexta-feira (26), a partir das 13h, na Câmara Municipal de Castro o Seminário Agosto Lilás com palestra da advogada do Núcleo Maria da Penha, Bruna Balsano.

O evento dirigido à usuárias dos Centro de Referência Especializado em Assistência Social (Creas), Centro de Referência em Assistência Social (CRAS) e Serviços de Convivência e Fortalecimento de Vínculos vai abordar o tema “Precisamos falar sobre a violência doméstica e familiar”.

De acordo com a secretária municipal da Família e Desenvolvimento Social, Michelle Nocera Fadel, o Agosto Lilás é uma campanha de enfrentamento à violência contra a mulher, inserida no calendário oficial do Estado e o mês é dedicado às ações de prevenção, sensibilização e enfrentamento à violência contra a mulher.

Castro intensificou a campanha nos últimos anos para encorajar as mulheres e contribuir para que elas se reconheçam enquanto vítimas de violência. “Muitos agressores culpam a mulher pelas agressões e elas assumem este papel sem se darem conta de que são as vítimas”, esclarece Michelle.

No ano passado, o município divulgou por meio da campanha a Lei Maria da Penha, os canais de denúncia e os serviços que atendem as mulheres. O resultado foi um aumento o considerável no número de solicitações de Medida Protetiva já no mês de setembro.

Apoio

O atendimento e acompanhamento à mulher vítima de violência doméstica em Castro é feita por meio dos Creas. No local a mulher pode tirar dúvidas sobre a Lei Maria da Penha e seus direitos. Caso decida denunciar o agente violador, deve procurar a delegacia, registrar Boletim de Ocorrência e solicitar a Medida Protetiva de Urgência. O juiz após conceder a Medida Protetiva, encaminha o processo para os Creas para que façam o convite para o acompanhamento da mulher. Este acompanhamento é voluntário, por meio do qual são acordadas as demandas que a mulher possui para que ela se reorganize e busque superar suas fragilidades.

Nos equipamentos são realizados atendimentos individuais e em grupo, visitas domiciliares e encaminhamos para outras políticas públicas quando necessário. O acompanhamento pode iniciar antes mesmo da mulher fazer a Medida Protetiva.

Em 2021, os Creas receberam 282 notificações por meio do Tribunal de Justiça do Paraná, de situações de violência contra a mulher, com respectiva aplicação de Medida Protetiva às mesmas. Houve um feminicídio, entretanto, a vítima não estava sendo acompanhada pelo Creas e não tinha Medida Protetiva em vigência.

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