Correio dos Campos

Municípios precisam notificar a cobertura da vacina contra a gripe

Secretaria da Saúde do Paraná reforça a importância da notificação e atendimento do público-alvo. Cobertura vacinal é um dos indicadores mais importantes para planejamento de ações na área da saúde
25 de Maio de 2020 às 14:04
(Divulgação/AENPr)

AEN/PR – A Secretaria da Saúde do Paraná reafirma a importância de os municípios notificarem a cobertura vacinal contra a gripe e o atendimento ao público-alvo. Desde o início da Campanha Nacional de Vacinação contra a Influenza, a Secretaria da Saúde distribuiu mais de 4 milhões de doses aos 399 municípios do Estado.

Mas, até o momento, o Sistema de Informações do Programa Nacional de Imunizações, do Ministério da Saúde, recebeu a consolidação de 2,6 milhões de doses registradas como aplicadas pelas secretarias municipais.

A campanha de imunização contra a Influenza começou no dia 23 março e agora está na última fase, que segue até o dia 5 de junho, direcionada a pessoas na faixa dos 55 a 59 anos e professores de escolas públicas e privadas.

A população estimada pelo Ministério da Saúde no Paraná é de 3,844 milhões de pessoas, priorizadas entre vários grupos e faixas etárias.

“Neste momento crítico com a pandemia da Covid-19 é fundamental que a público-alvo esteja protegido, principalmente, em relação às doenças que podem ser evitadas com a vacina, como é o caso da gripe”, alerta o secretário da Saúde, Beto Preto.

“Neste ano, inclusive, antecipamos a Campanha Nacional de Vacinação contra a Influenza como forma de prevenção ao público estabelecido pelo Ministério da Saúde que é mais vulnerável à contaminação pelo vírus e que precisa receber a dose da vacina”, enfatiza.

Segundo Beto Preto, a Secretaria de Estado da Saúde vem apoiando as secretarias municipais na realização de atividades de vacinação extramuros, fora das salas de vacina, como forma de ampliar a cobertura. “Toda a dose aplicada, deve ser registrada como forma consolidar a ação da saúde e garantir a proteção ao cidadão que recebe a vacina”, afirma.

REGISTRO – O registro das doses aplicadas pelos municípios é obrigatório. Os dados são enviados diretamente para o Sistema de Informação do Programa Nacional de Imunização, que contabiliza os índices de cobertura vacinal de cada cidade, estado e do país.

“A cobertura vacinal é um dos indicadores mais importantes de saúde, por isso a necessidade e a obrigatoriedade do registro pelo município”, explica a chefe da Divisão do Programa de Imunização do Paraná, Vera Rita Maia.

“A cobertura mostra a porcentagem da população imunizada e este dado serve de base para o planejamento de ações estruturais da área da saúde. O atraso no envio das informações dificulta a avaliação da efetividade do trabalho realizado”, diz.

VACINA – A vacina contra a Influenza é segura e recomendada. Como a gripe e a Covid-19 têm sintomas iniciais semelhantes, a antecipação da campanha neste ano teve o objetivo de conter a carga de circulação dos vírus da influenza, reduzindo as complicações respiratórias, internações e a mortalidade decorrentes de infecções.

META – A meta estipulada pelo Ministério da Saúde é vacinar 90% de cada um dos grupos estabelecidos como prioritários da campanha. Os grupos compreendem: idosos, trabalhadores da saúde, profissionais das forças de segurança e salvamento, portadores de doenças crônicas não transmissíveis, profissionais do sistema prisional, adolescentes e jovens de 12 a 21 anos sob medidas socioeducativas, população privada de liberdade, caminhoneiros, motoristas do transporte coletivo, portuários, indígenas, professores, crianças de 6 meses a menores de 6 anos, gestantes, puérperas, pessoas com deficiência, povos indígenas e adultos de 55 a 59 anos.

A chefe da Divisão do Programa de Imunização do Paraná salienta, ainda, que não basta atingir a meta da cobertura vacinal, é preciso mantê-la. “Tivemos exemplo recente com o sarampo. A queda da cobertura permitiu a volta da doença que há vinte anos não notificava casos. Por isso a importância do registro das doses, das ações estratégicas para a aplicação da vacina e da participação da população, na busca pela dose ofertada”, complementa Vera Rita.