Varíola dos macacos no Paraná: tudo o que se sabe até agora
No total, Paraná registrou 6 casos da doença; SESA-PR diz que não considera doença uma grave ameaça à saúde pública

Depois de enfrentar mais de 2 anos da pandemia do coronavírus, que provocou mais de 600 mil mortes em todo o Brasil, uma nova doença tem chamado a atenção nas últimas semanas: a varíola dos macacos, conhecida como monkeypox. Também causada por um vírus, a nova doença deixa a população, que já está ‘traumatizada’ pela Covid-19, com medo e em alerta. Mas será que toda esta preocupação se justifica?
De acordo com a Secretaria Estadual de Saúde do Paraná (SESA-PR), a resposta é simples: não. De acordo com um posicionamento oficial do órgão, enviado para a reportagem do RIC Mais, os casos estão sendo monitorados, mas não há indícios de que a situação vá chegar nem perto do que foi visto em relação ao coronavírus.
O principal motivo para evitar o alarde é que a varíola dos macacos é muito menos contagiosa do que outras patologias virais. “Sua transmissão precisa de um contato íntimo e prolongado, não tendo um risco alto de propagação”, ressalta a SESA-PR. De acordo com estudos, ela é menos contagiosa e letal do que a própria varíola comum, já conhecida há anos.
De acordo com a Secretaria Estadual de Saúde do Paraná (SESA-PR), a resposta é simples: não. De acordo com um posicionamento oficial do órgão, enviado para a reportagem do RIC Mais, os casos estão sendo monitorados, mas não há indícios de que a situação vá chegar nem perto do que foi visto em relação ao coronavírus.
O principal motivo para evitar o alarde é que a varíola dos macacos é muito menos contagiosa do que outras patologias virais. “Sua transmissão precisa de um contato íntimo e prolongado, não tendo um risco alto de propagação”, ressalta a SESA-PR. De acordo com estudos, ela é menos contagiosa e letal do que a própria varíola comum, já conhecida há anos.
Mas e se, mesmo assim, eu pegar a doença? Devo ficar preocupado? A Secretaria esclarece que todos os casos precisam ser acompanhados de perto, mas tranquiliza a população. “Trata-se de uma doença que não tem apresentado impacto grave à saúde pública. Além disso, tem apresentado uma baixa mortalidade e letalidade, com manifestações clínicas leves”. Ou seja, há chances bastante remotas de que a monkeypox provoque uma nova pandemia.
Diferença genética
O posicionamento da SESA-PR é semelhante ao da médica infectologista Camila Ahrens, entrevistada no final de maio pelo RIC Mais. “Está longe de a varíola dos macacos se tornar uma pandemia. A primeira razão é que é muito difícil transmitir de pessoa para pessoa, ao contrário de um vírus respiratório como o Sars-Cov-2 [a Covid-19]”, afirmou ela.
A médica explicou ainda que existe uma diferença fundamental entre o vírus da varíola dos macacos e a Covid-19: a composição genética. “A varíola dos macacos é um vírus de DNA relativamente grande, que sofre mutações a uma taxa mais lenta do que os vírus de RNA, como coronavírus ou vírus influenza. Os vírus de DNA têm sistemas melhores para detectar e reparar mutações do que os vírus de RNA, o que significa que é improvável que o vírus da varíola dos macacos tenha sofrido mutações repentinas ou em alta taxa para alcançar uma relevante transmissão humana ou manifestar alta variabilidade”.
Há ainda outros 11 casos suspeitos, nas cidades de Curitiba (4), Maringá (2), Cascavel, Londrina, Pinhais, Ponta Grossa e São José dos Pinhais. Todos os exames para a detecção da doença no Estado passam pelo Laboratório Central do Paraná (Lacen).
Mesmo com poucos casos, a Secretaria Estadual de Saúde afirma que criou um grupo técnico para condução, investigação, supervisão e encaminhamentos relacionados à doença. “Foram elaboradas notas técnicas, além de reuniões com as Regionais de saúde para sensibilização e preparação da rede para identificação oportuna de casos suspeitos. A Sesa mantém um constante monitoramento justamente para facilitar o controle da doença”, ressaltou o posicionamento oficial do órgão.
Ainda segundo a SESA-PR, há um protocolo estabelecido para casos suspeitos e confirmados, que se inicia nas secretarias municipais de Saúde de cada cidade. “O monitoramento dos casos suspeitos, confirmados e seus contatos, é realizado pelas secretarias municipais de Saúde. A orientação é que, diante de um caso suspeito, o mesmo seja isolado e todos os seus contatos passem a ser monitorados diariamente, no período de 21 dias”.
Caso algum contato apresente sintomas, a SESA-PR explica que esta pessoa deverá ser isolada e conduzida como caso suspeito também, de modo a diminuir o risco de ocorrência de novos casos. “Os casos confirmados também passam pelo mesmo monitoramento diariamente, sendo encerrados somente após o desaparecimento completo das lesões”.
Origem da doença
Mas afinal, por que a doença se chama ‘varíola dos macacos’? De acordo com o Instituto Butantan, a doença se originou a partir da descoberta inicial do vírus, em 1958, por um laboratório dinamarquês. A princípio, o vírus infectava apenas macacos, daí o nome da doença, também chamada de monkeypox.
O primeiro caso humano foi identificado em uma criança na República Democrática do Congo, em 1970. Não há certeza sobre como o vírus passou dos macacos para os humanos. A ingestão de carne e outros produtos de origem animal mal cozidos de animais infectados é um possível fator de risco, indica a Organização Mundial de Saúde (OMS).
Existem duas linhagens do vírus, chamados de ‘clados’. Com uma taxa de mortalidade de 3,6%, as infecções humanas com o clado da África Ocidental são menos graves em comparação com o clado da Bacia do Congo (África Central), que tem taxa de 10,6%. Os dados são da OMS.
Transmissão, sintomas e tratamento
A transmissão do vírus acontece por contato próximo com lesões, fluidos corporais, gotículas respiratórias e materiais contaminados, como roupas de cama. E, segundo o órgão de saúde, a transmissão de humano para humano ocorre entre pessoas em contato físico próximo com casos sintomáticos. O período de incubação da doença é geralmente de seis a 13 dias, mas pode variar de cinco a 21 dias, segundo a OMS.
De acordo com o Ministério da Saúde, entre os principais sintomas da doença está o aparecimento de feridas na pele, semelhantes a bolhas, chamadas na Medicina de pústulas. Outros sintomas incluem dor de cabeça, febre acima de 38,5°C, inchaço nos linfonodos, dores musculares, dor nas costas e fraqueza profunda.
Segundo o Instituto Butantan, a varíola dos macacos geralmente é autolimitada, ou seja, pode ser curada com o tempo e sem tratamento.
Fonte: RIC Mais
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Diferença genética
O posicionamento da SESA-PR é semelhante ao da médica infectologista Camila Ahrens, entrevistada no final de maio pelo RIC Mais. “Está longe de a varíola dos macacos se tornar uma pandemia. A primeira razão é que é muito difícil transmitir de pessoa para pessoa, ao contrário de um vírus respiratório como o Sars-Cov-2 [a Covid-19]”, afirmou ela.
A médica explicou ainda que existe uma diferença fundamental entre o vírus da varíola dos macacos e a Covid-19: a composição genética. “A varíola dos macacos é um vírus de DNA relativamente grande, que sofre mutações a uma taxa mais lenta do que os vírus de RNA, como coronavírus ou vírus influenza. Os vírus de DNA têm sistemas melhores para detectar e reparar mutações do que os vírus de RNA, o que significa que é improvável que o vírus da varíola dos macacos tenha sofrido mutações repentinas ou em alta taxa para alcançar uma relevante transmissão humana ou manifestar alta variabilidade”.
- Homem, 31 anos. Data da confirmação: 03/07
- Homem, 27 anos. Data da confirmação: 06/07
- Homem, 29 anos. Data da confirmação: 11/07
- Homem, 25 anos. Data da confirmação: 13/07
- Homem, 28 anos. Data da confirmação: 13/07
- Homem, 29 anos. Data da confirmação: 13/07
Há ainda outros 11 casos suspeitos, nas cidades de Curitiba (4), Maringá (2), Cascavel, Londrina, Pinhais, Ponta Grossa e São José dos Pinhais. Todos os exames para a detecção da doença no Estado passam pelo Laboratório Central do Paraná (Lacen).
Mesmo com poucos casos, a Secretaria Estadual de Saúde afirma que criou um grupo técnico para condução, investigação, supervisão e encaminhamentos relacionados à doença. “Foram elaboradas notas técnicas, além de reuniões com as Regionais de saúde para sensibilização e preparação da rede para identificação oportuna de casos suspeitos. A Sesa mantém um constante monitoramento justamente para facilitar o controle da doença”, ressaltou o posicionamento oficial do órgão.
Ainda segundo a SESA-PR, há um protocolo estabelecido para casos suspeitos e confirmados, que se inicia nas secretarias municipais de Saúde de cada cidade. “O monitoramento dos casos suspeitos, confirmados e seus contatos, é realizado pelas secretarias municipais de Saúde. A orientação é que, diante de um caso suspeito, o mesmo seja isolado e todos os seus contatos passem a ser monitorados diariamente, no período de 21 dias”.
Caso algum contato apresente sintomas, a SESA-PR explica que esta pessoa deverá ser isolada e conduzida como caso suspeito também, de modo a diminuir o risco de ocorrência de novos casos. “Os casos confirmados também passam pelo mesmo monitoramento diariamente, sendo encerrados somente após o desaparecimento completo das lesões”.
Origem da doença
Mas afinal, por que a doença se chama ‘varíola dos macacos’? De acordo com o Instituto Butantan, a doença se originou a partir da descoberta inicial do vírus, em 1958, por um laboratório dinamarquês. A princípio, o vírus infectava apenas macacos, daí o nome da doença, também chamada de monkeypox.
O primeiro caso humano foi identificado em uma criança na República Democrática do Congo, em 1970. Não há certeza sobre como o vírus passou dos macacos para os humanos. A ingestão de carne e outros produtos de origem animal mal cozidos de animais infectados é um possível fator de risco, indica a Organização Mundial de Saúde (OMS).
Existem duas linhagens do vírus, chamados de ‘clados’. Com uma taxa de mortalidade de 3,6%, as infecções humanas com o clado da África Ocidental são menos graves em comparação com o clado da Bacia do Congo (África Central), que tem taxa de 10,6%. Os dados são da OMS.
Transmissão, sintomas e tratamento
A transmissão do vírus acontece por contato próximo com lesões, fluidos corporais, gotículas respiratórias e materiais contaminados, como roupas de cama. E, segundo o órgão de saúde, a transmissão de humano para humano ocorre entre pessoas em contato físico próximo com casos sintomáticos. O período de incubação da doença é geralmente de seis a 13 dias, mas pode variar de cinco a 21 dias, segundo a OMS.
De acordo com o Ministério da Saúde, entre os principais sintomas da doença está o aparecimento de feridas na pele, semelhantes a bolhas, chamadas na Medicina de pústulas. Outros sintomas incluem dor de cabeça, febre acima de 38,5°C, inchaço nos linfonodos, dores musculares, dor nas costas e fraqueza profunda.
Segundo o Instituto Butantan, a varíola dos macacos geralmente é autolimitada, ou seja, pode ser curada com o tempo e sem tratamento.
Fonte: RIC Mais
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