SINDUEPG e APP-PG se unem em aula pública contra a Reforma da Previdência
Aula realizada no Parque Ambiental contou com professores da UEPG e das escolas estaduais

COM ASSESSORIAS - Integrantes da direção e da Coordenação de Mobilização de Greve do Sindicato dos Docentes da Universidade Estadual de Ponta Grossa (SINDUEPG) participaram da aula pública denunciando a proposta de Reforma da Previdência. A aula, organizada pela APP-PG, foi ministrada na manhã desta quinta-feira, dia 27, no Parque Ambiental, e integra as atividades de greve de ambas as categorias.
“Essa é mãe de todas as Reformas e nós vamos combatê-la”, denuncia o diretor do SINDUEPG, Arcelio Benetoli, que ministrou a aula pública a convite da APP. Benetoli lembra que a Previdência Social já foi alvo de reforma desde Fernando Henrique Cardoso, com tentativa de maior ataque pelo Governo Michel Temer e agora mais desastrosa por Jair Bolsonaro (PSL).
“A capitalização proposta nessa Reforma da Previdência preconiza que os bancos vão administrar a nossa aposentadoria. Ou seja, a gente sabe com quanto vai contribuir, mas não sabe o quanto vai receber”, completa. Benetoli compara o sistema de capitalização proposto pela Reforma ao do Chile, que não garante renda suficiente para manter a mínima qualidade de vida da população na aposentadoria.
A integrante da direção da APP - Ponta Grossa, Andrea Souza, ressalta desaprovação e a articulação da sociedade contra o Projeto e Emenda Complementar 06/19, da Reforma da Previdência. “A Reforma não andou mais rápido porque a gente está na rua. São todos os setores da sociedade se colocando contra a Reforma da Previdência”, aponta.
“Essa é mãe de todas as Reformas e nós vamos combatê-la”, denuncia o diretor do SINDUEPG, Arcelio Benetoli, que ministrou a aula pública a convite da APP. Benetoli lembra que a Previdência Social já foi alvo de reforma desde Fernando Henrique Cardoso, com tentativa de maior ataque pelo Governo Michel Temer e agora mais desastrosa por Jair Bolsonaro (PSL).
“A capitalização proposta nessa Reforma da Previdência preconiza que os bancos vão administrar a nossa aposentadoria. Ou seja, a gente sabe com quanto vai contribuir, mas não sabe o quanto vai receber”, completa. Benetoli compara o sistema de capitalização proposto pela Reforma ao do Chile, que não garante renda suficiente para manter a mínima qualidade de vida da população na aposentadoria.
A integrante da direção da APP - Ponta Grossa, Andrea Souza, ressalta desaprovação e a articulação da sociedade contra o Projeto e Emenda Complementar 06/19, da Reforma da Previdência. “A Reforma não andou mais rápido porque a gente está na rua. São todos os setores da sociedade se colocando contra a Reforma da Previdência”, aponta.
Andrea alerta que a PEC 06/19 afeta todos os trabalhadores ao mudar as regras de tempo de contribuição. “Esse projeto apresentado pelo governo traz consequências para quem está começando a trabalhar, para quem está no meio do caminho, para quem está quase se aposentando”, denuncia.
Greve no Paraná
Os professores da UEPG aprovaram greve por tempo indeterminado a partir desta quinta-feira, 27 de junho, em assembleia do SINDUEPG, realizada ontem. Já os professores da rede estadual, representados pela APP - Sindicato dos Trabalhadores da Educação Pública do Paraná, estão paralisados desde o dia 25. Professoras e professores do ensino público do estado exigem a recomposição salarial de 17,04% e o arquivamento do Projeto de Lei Complementar 04/19 que precariza a carreira de servidores.
“Se já está precário para os servidores, está pior ainda para a população paranaense em geral”, aponta a diretora da App. Souza destaca que a greve do funcionalismo paranaense é uma luta em defesa da qualidade do serviço público que atende toda a população.
No âmbito da greve da UEPG, a categoria docente ainda cobra o arquivamento da minuta de Lei Geral das Universidades (LGU), apresentada pelo governo do Estado, e luta pela anuência de vagas e por concursos públicos.
O presidente do SINDUEPG, Marcelo Ubiali Ferracioli, explica que a LGU tira autonomia das universidades ao criar o CRUEP (Conselho de Reitores das Universidades Estaduais do Paraná), instância de deliberação que ficará acima dos Conselhos Universitários de cada Instituição, e as coloca umas contra as outras ao estipular regras para o repasse de verbas às Universidades. “A minuta da Lei Geral muda a Universidade de autarquia especial para uma autarquia subordinada, submetida às vontades do governo que nem sempre são as necessidades da educação superior”, conclui.
Greve no Paraná
Os professores da UEPG aprovaram greve por tempo indeterminado a partir desta quinta-feira, 27 de junho, em assembleia do SINDUEPG, realizada ontem. Já os professores da rede estadual, representados pela APP - Sindicato dos Trabalhadores da Educação Pública do Paraná, estão paralisados desde o dia 25. Professoras e professores do ensino público do estado exigem a recomposição salarial de 17,04% e o arquivamento do Projeto de Lei Complementar 04/19 que precariza a carreira de servidores.
“Se já está precário para os servidores, está pior ainda para a população paranaense em geral”, aponta a diretora da App. Souza destaca que a greve do funcionalismo paranaense é uma luta em defesa da qualidade do serviço público que atende toda a população.
No âmbito da greve da UEPG, a categoria docente ainda cobra o arquivamento da minuta de Lei Geral das Universidades (LGU), apresentada pelo governo do Estado, e luta pela anuência de vagas e por concursos públicos.
O presidente do SINDUEPG, Marcelo Ubiali Ferracioli, explica que a LGU tira autonomia das universidades ao criar o CRUEP (Conselho de Reitores das Universidades Estaduais do Paraná), instância de deliberação que ficará acima dos Conselhos Universitários de cada Instituição, e as coloca umas contra as outras ao estipular regras para o repasse de verbas às Universidades. “A minuta da Lei Geral muda a Universidade de autarquia especial para uma autarquia subordinada, submetida às vontades do governo que nem sempre são as necessidades da educação superior”, conclui.
