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'Quero-quero' vira contador de histórias em livros de professoras da rede municipal

Nos 200 anos de PG, obra 'Quero-Quero contar histórias', de professoras do município, traz o pássaro como contador de histórias da cidade

'Quero-quero' vira contador de histórias em livros de professoras da rede municipal
(Foto: Divulgação/PMPG)
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COM ASSESSORIAS - Você já descobriu o que querem os quero-queros? Duas professoras da rede municipal de Ponta Grossa tiveram um palpite: contar histórias. Nos 200 anos do município, outro pássaro, além das já conhecidas pombinhas, também resolveu dar seus depoimentos sobre a cidade.


A versão dos passarinhos, conhecidos por serem grandes protetores de seus ninhos, está no trabalho das novas autoras Evelyn Caroline Pacheco e Christiany Chedlovski, ambas professoras da rede municipal de ensino. Elas acabam de lançar a obra 'Quero-Quero contar histórias', em dois livros disponíveis nas estantes do projeto Pegaí Leitura Grátis, demonstrando que o ano do bicentenário será lembrado também por uma série de comemorações e revelações de talentos.


São dois livros em sequência, onde um quero-quero faz amizade com um aluno e, inesperadamente, narra histórias de Ponta Grossa. O primeiro, assinado por Cristiane, conta sobre o surgimento da cidade, enquanto o segundo, de Evelyn, conta sobre o Buraco do Padre – formação geológica rara e que hoje faz parte de uma propriedade privada, acessível sob compra de ingresso.


A professora e autora Christiany, que atua na Escola Municipal Égdar Zanoni, dá apenas uma sugestão de como a história se desenrola. "Só mesmo lendo para descobrir", sugere. "A obra surgiu no intuito de contar a história de Ponta Grossa de uma forma lúdica. Então criamos os dois personagens, o Quero-quero e o menino João, e o pássaro vem contar a história de uma forma diferente. É uma conversa com um menino tímido, que sente dificuldades em perguntar para a professora em sala de aula e que viu no pássaro um amigo que poderia contar coisas sobre a cidade", relata a professora.


Os dois livros foram editados pela Texto e Contexto, com ilustrações de Marcela Ramos, e lançados pelo Pegaí com uma tiragem de 6.700 exemplares cada um. Nas estantes do projeto, espalhadas por 45 pontos em Ponta Grossa e em outros 15 municípios, é possível retirar as duas histórias.


Segundo Evelyn, que atua como coordenadora pedagógica na Escola Municipal Ciryllo Domingos Ricci, o objetivo inicial era trabalhar os componentes curriculares da rede municipal de maneira lúdica com os alunos. "Entre os temas está a história da nossa cidade. Queríamos recursos didáticos lúdicos e então, conversando, surgiu a ideia do quero-quero e a história foi escrita, desenrolando, até a criação do livro, inclusive com o incentivo das nossas colegas, que nos incentivaram a seguir em frente e criar cada vez mais", relata a pedagoga.


Para a secretária de Educação, professora Simone Pereira Neves, os livros destacam a sensibilidade das professoras. "As professoras usaram sua experiência e sensibilidade para contar a história de nossa cidade de uma maneira suave, destacando o potencial criativo das crianças e a imaginação infantil. Uma ótima opção para ler na escola ou em casa, estimulando a leitura em família e despertando a criatividade da criança na observação de seu mundo e para contar novas histórias", observa a secretária Simone.


Sonho realizado


Rosenéia Hauer, editora da 'Texto e Contexto', destaca que o lançamento é a realização de um sonho. "Um livro assim não nasce do dia para a noite. Escolhemos uma ilustradora, finalizamos a obra e, a partir disso, trabalhamos para a aprovação no Pegaí. Foi um momento de muita realização e muita felicidade, pois o objetivo é que a obra circule e as crianças a leiam", considera a editora, que também já foi professora em sala de aula.


Ela também destacou o fato de as duas professoras terem vencido um desafio na carreira. "Sei o quanto uma professora precisa de criatividade e empenho, porque todo dia tem que estar em sala de aula com uma coisa nova, convidativa para as crianças. E elas trouxeram algo criado por elas. Mudaram uma chave, passaram de professoras para autoras. Tiveram todo um cuidado, foram criativas, competentes e se saíram muito bem com a produção deste conto, que foi ilustrado e que agora está em forma de livro", elogia Rosenéia.

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