
Foram produzidas 189.958 unidades, contra 240.763 no mesmo período de 2019. Em relação a fevereiro deste ano, quando foram feitos 204.200 exemplares, a queda foi de 7%. Já no acumulado de janeiro a março, a redução foi de 16%.
Para o presidente da Anfavea, Luiz Carlos Moraes, a queda não foi causada por falta de componentes, mas diretamente pela parada da produção. No mês de março, toda a indústria automotiva brasileira suspendeu suas operações como prevenção à Covid-19.
"A situação vai ser mais impactante no mês de abril", apontou Luiz Carlos.
Já em queda há algum tempo, especialmente pela crise econômica da Argentina, as exportações também sofreram com o coronavírus, com 21,1% a menos. Foram exportadas 30.772 unidades em março deste ano, contra 39.018 do mesmo período em 2019.
Em relação a fevereiro, a queda foi de 18,3%, com cerca de 7 mil unidades a menos. No acumulado, a queda de 14,9% já é maior do que a previsão para o ano todo.
Mesmo com a crise do coronavírus, a Anfavea disse que, por ora, não pretende revisar as projeções divulgadas em janeiro para 2020.
"É uma crise muito profunda. Afeta o consumidor final, afeta a produção, afeta investimentos, o mercado financeiro, e a gente não tem condições de, com segurança, tentar fazer uma estimativa do que vai acontecer em 2020", justificou o presidente da Anfavea.
As últimas projeções da entidade mostravam crescimento de 7% na produção de veículos leves e queda de 10,4% nas exportações.
Fonte: G1