
O objeto parecido com uma bomba que provocou uma paralisação no serviço de coleta de lixo nesta segunda-feira (19) em Ponta Grossa, nos Campos Gerais do Paraná, era um item decorativo que foi descartado após uma faxina residencial, segundo a Polícia Militar (PM).
Como o item estava em uma sacola junto a lixo eletrônico (com uma lanterna, um notebook velho, uma caixa de som e outros produtos), foi separado dos resíduos orgânicos e colocado na cabine do caminhão.
Cerca de meia hora depois, ao chegarem na sede da empresa, os coletores abriram a sacola para fazer a destinação correta dos objetos e, ao verem os quatro cilindros que pareciam cheios de pólvora, que estavam enrolados por uma fita com fios que davam a entender estarem conectados a um relógio, deram início aos protocolos de segurança da empresa e acionaram a polícia.
A PM chegou ao local por volta do meio-dia, isolou a sede da empresa e as ruas próximas a ela, e acionou o esquadrão antibombas do Batalhão de Operações Especiais (Bope), que fica em Curitiba.
No entanto, enquanto a equipe se deslocava até Ponta Grossa, policiais locais avaliaram o item e descartaram a possibilidade de o artefato ser explosivo. Com isso, a área foi liberada cerca de duas horas depois do início do isolamento.
"Após análise das imagens das câmeras dos caminhões, foi possível identificar o endereço onde a sacola havia sido coletada. No local, os policiais entraram em contato com a proprietária do imóvel, uma jovem de 23 anos, que confirmou ter deixado a sacola na lixeira. Ela informou que o objeto em questão tratava-se de um enfeite confeccionado com materiais recicláveis, pertencente ao seu noivo, e que estava em posse do casal desde 2017", explica a PM.
A corporação também entrou em contato com o noivo da jovem, que possui 26 anos, e aos policiais ele confirmou ter confeccionado o artefato como um enfeite, imitando uma bomba, utilizando materiais reutilizados.
"Relatou ainda que, devido ao desgaste do papelão, sua noiva decidiu descartá-lo acompanhado de outros equipamentos eletrônicos sem funcionamento".
O objeto foi entregue ao esquadrão antibombas para uma análise mais minuciosa e o caso foi repassado à Polícia Civil, que está investigando se a situação pode, ou não, ser enquadrada como falsa comunicação de crime.
Os nomes dos investigados não foram revelados.
A empresa responsável pela coleta de lixo na cidade confirmou que todos os endereços que estavam previstos no cronograma do dia foram atendidos, apesar da interrupção temporária do serviço.
Fonte: g1