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Opinião

Novo ensino médio conversa com as necessidades do século XXI e o mercado de trabalho

Novo ensino médio conversa com as necessidades do século XXI e o mercado de trabalho
(Foto: Reprodução)
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O ano de 2021 acabou e, entre professores e alunos, certamente não deixou saudades. Após mais um ciclo em meio à pandemia, aulas on-line e retorno presencial ou híbrido repleto de incertezas e novos desafios, agora quem passará por novidades e grande mudança será o ensino médio. Com a reforma aprovada em 2017 e previsão de implementação em 2020 -- postergada justamente por conta da pandemia -- os egressos da última etapa da educação básica terão a missão de, entre outros desafios, escolher parte de sua grade curricular, que passará de 800 horas para 1000 horas anuais.

Essa é, de maneira geral, a mais significativa mudança. Há cinco áreas de conhecimentos, que estão alinhadas à BNCC - Base Nacional Comum Curricular - e que compõem a formação geral básica, são elas: linguagens e suas tecnologias, matemática e suas tecnologias, ciências da natureza e suas tecnologias, Ciências Humanas e Sociais Aplicadas e Formação Técnica e Profissional. Todas essas representam 60% da grade e os outros 40%, que são os chamados itinerários formativos, são o aprofundamento dessas áreas, que deverão ser escolhidas pelos próprios alunos.

As escolas terão autonomia para definir as novas disciplinas, com base nas aptidões e competências do corpo docente e de sua própria infraestrutura e recursos. É importante lembrar que nenhuma disciplina hoje lecionada será excluída. Língua Portuguesa e Inglesa, Matemática, Biologia, História, Química, Física, Geografia, Artes, Filosofia, Sociologia e Educação Física seguem no currículo.

A nova estrutura confere inovação no ensino, se conecta com as novas realidades e contextos de vida que os jovens estão inseridos e pode, sim, contribuir para que mais alunos concluam o ensino médio. Isso porque no cenário pré pandemia, os índices de evasão já não eram bons: 51% dos adultos com 25 anos ou mais não haviam concluído essa etapa, segundo dados da PNAD 2019. Já com o novo ensino médio, estamos apostando no protagonismo dos estudantes e isso cria pontes, aproxima escola e aluno, além de o conectar ao mundo do trabalho.

No entanto, por ser uma fase complexa da vida, os alunos deverão contar com uma orientação para que possam compreender melhor suas vontades e façam escolhas mais assertivas, com o chamado Projeto de Vida. A ideia é direcionar os alunos com base nas suas próprias respostas para perguntas simples, como 'onde você se vê daqui a 10 anos?' Ou 'quais seus sonhos, metas, dificuldades, habilidades?' Esses esclarecimentos serão fundamentais para que os estudantes melhorem suas percepções sobre si mesmos e escolham as disciplinas com mais clareza, facilitando, inclusive, sua entrada no mercado de trabalho.

É de se esperar que tanta mudança ocorra porque a formação que tínhamos há 20 anos, não pode nem deve ser a mesma de hoje em dia, já que contamos com tantos avanços tecnológicos e que transformam também a forma que nos relacionamos, estudamos e trabalhamos. Nesse sentido, é fundamental contar com a BNCC, que visa justamente atender a essas novas necessidades, por meio do desenvolvimento de competências e habilidades que o século XXI demanda.

Segundo um relatório feito pelo Fórum Econômico Mundial, ter resiliência em momentos críticos, pensamento crítico, disposição para aprender ativamente, facilidade em resolver problemas, flexibilidade e autogestão são as habilidades mais importantes e procuradas por empregadores. Por isso, ao longo da vida acadêmica, desde educação básica até ensino superior, é importante que o indivíduo trabalhe para desenvolver todas essas habilidades, que são fundamentais não somente para o mercado de trabalho, mas também para seu desenvolvimento pessoal.

Além de ampliar os horizontes para uma formação mais técnica e menos conteudista, o novo ensino médio deverá ser também um propulsor para a geração de renda, por meio de novas oportunidades no mercado de trabalho ou empreendedorismo, o que beneficiará diretamente mais famílias. É uma grande aposta para construirmos mais pontes e trilharmos um caminho com menos desigualdade e mais esperanças em um futuro melhor e digno.

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