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Novo Ensino Médio: Colégio aponta potencialidades e desafios após 1 ano de implementação

Para a coordenadora pedagógica do Sepam, Giselle Gehlen, a proposta gerou mais protagonismo e autonomia dos estudantes, mas ainda há desafios a serem enfrentados neste ano de 2023

Novo Ensino Médio: Colégio aponta potencialidades e desafios após 1 ano de implementação
(Foto: Divulgação/Sepam)
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COM ASSESSORIAS - O Colégio Sepam se prepara neste mês de janeiro para iniciar o 2º ano letivo do Novo Ensino Médio. O modelo de ensino entrou em vigor no Paraná em 2022, com a ampliação no tempo de aulas e uma grade curricular composta por Formação Geral Básica e Itinerários Formativos. Após um ano da implementação, a avaliação de coordenadores pedagógicos da instituição é de que gerou um maior protagonismo e autonomia dos alunos, mas ainda há o desafio de proporcionar aos estudantes um maior entendimento sobre as potencialidades do novo formato.

As principais mudanças requeridas pela Lei n° 13.415/2017 estão relacionadas a carga horária e oferta de novos itinerários formativos, que são o conjunto de disciplinas e projetos que os estudantes têm à disposição. Pela lei, a quantidade de horas-aula ofertadas pelos colégios passou de 800 para o mínimo de 1.000 horas anuais. No Sepam, a carga horária, que já era de 1.100, passou para 1.400 horas/ano, o que representa 5 horas por dia, com sete aulas diárias. “O Sepam teve um desafio, assim como outras escolas, de trabalhar com professores e alunos para a adaptação ao formato. Mas percebemos que o bom desempenho dos estudantes no fim do ano letivo demonstra que o modelo deu certo em 2022”, destaca a coordenadora pedagógica do Sepam, Giselle Gehlen.

No período matutino, de segunda a quinta-feira, as aulas possuem um enfoque nas disciplinas tradicionais. Na sexta-feira, os alunos podem escolher o itinerário formativo de acordo com as suas predileções. No período vespertino, o Sepam ainda trabalha com aulas remotas e atividades presenciais complementares. De acordo com Giselle, um dos pontos positivos do Novo Ensino Médio no primeiro ano foi enxergar um protagonismo e autonomia maior dos alunos.

“O modelo tira o foco apenas dos conteúdos teóricos para trabalhar mais atividades em grupos e oralidade, além de promover mais reflexões sobre questões atuais do dia a dia. Com isso, percebemos uma maior participação dos alunos nas propostas passadas pelos professores. Um dos exemplos foi a organização de um escape room didático preparado pelos alunos para jogar em sala de aula”, explica Giselle.

Projeto de Vida

Possibilitar que o aluno seja protagonista de sua história e tenha mais autonomia nas resoluções práticas do dia a dia já era um dos objetivos do Colégio e agora é uma proposta do Novo Ensino Médio, com o ‘Projeto de Vida’. A atividade pedagógica busca desenvolver nos estudantes a capacidade de compreender a si, ao outro e ao mundo, bem como reconhecer seus objetivos e, a partir deles, tomar decisões e planejar o futuro.

“No Projeto de Vida, o professor busca conteúdos que têm a ver com o interesse de cada aluno, como os cursos e profissões. Antes, isso era feito apenas na 3ª série do Ensino Médio. Agora, começamos a implementar já na 1ª série. Isso possibilitou que os próprios estudantes fizessem pesquisas sobre suas áreas de interesse e aliassem a teoria com a prática”, comenta Giselle.

Itinerários formativos

O Novo Ensino Médio é composto por quatro itinerários formativos: Linguagens e suas tecnologias; Matemática e suas tecnologias; Ciências da Natureza; e Ciências Sociais Aplicadas. A legislação possibilita que os colégios trabalhem prioritariamente em dois núcleos. Os dois escolhidos pelo Sepam foram Linguagens e suas Tecnologias e Ciências da Natureza. Os eixos estruturantes do modelo são: Investigação Científica; Processos Criativos; Mediação e Intervenção Sociocultural; e Empreendedorismo.

Como a proposta ainda é nova, um dos desafios do Colégio é trazer cada vez mais informações sobre como é o modelo e como aproveitar seus benefícios para a formação escolar. No fim do ano passado, o Colégio organizou uma roda de conversa com alunos do 9º ano do Ensino Fundamental e 1ª série do Ensino Médio. O objetivo foi proporcionar um momento em que os estudantes que já ingressaram no novo modelo de estudo pudessem dizer aos que ingressarão em 2023 suas vivências e o que esperar do novo formato. Outro desafio ressaltado por Giselle é o de preparar os alunos para os novos conteúdos cobrados pelas universidades nos vestibulares, já que algumas também ampliaram os temas que podem cair nas provas.

A aluna de 15 anos, Maria Fernanda Lovato, é uma das que vivenciou a implantação do Novo Ensino Médio em 2022. Para a estudante, o principal ganho é a possibilidade de conhecer um pouco a experiência de algumas áreas de atuação, o que facilita a escolha de cursos superiores nos anos seguintes. “A proposta é interessante, já que ela proporciona aos alunos uma maior autonomia em relação aos estudos, desenvolvendo habilidades que antes não eram trabalhadas. Ainda há o desafio de se adaptar à quantidade de conteúdos requeridos com o modelo, mas como novidade, a experiência foi bem aplicada”, diz Maria Fernanda.

Para que os professores pudessem lidar com as mudanças, o Colégio Sepam realiza desde 2020 reuniões pedagógicas para orientá-los no planejamento e na metodologia das aulas. Isso porque o novo modelo exige mais criatividade dos docentes para o repasse dos conteúdos. “O Sepam preparou os professores para mudar a mentalidade de como trabalhar com os estudantes do Ensino Médio. Isso engloba a maneira de pensar as aulas, a forma de compreender ferramentas que auxiliam nas disciplinas e de permitir que os alunos sejam protagonistas de suas histórias. Por conta de todo esse preparo, avaliamos de forma positiva o primeiro ano de implementação do novo modelo de ensino”, finaliza Giselle.

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