A Justiça marcou para 13 de julho a sessão de Tribunal do Júri sobre a morte do jovem Rômulo Borges, de 19 anos. Ele estava no Transtorno do Espectro Autista (TEA).
Rômulo foi encontrado morto dentro da casa em que morava, em Ponta Grossa, nos Campos Gerais. A mãe e o padrasto do jovem são réus no caso.
Segundo a investigação, ele tinha sinais de maus-tratos. Quando foi encontrado, ele tinha um ferimento na testa.
A mãe de Rômulo responde em liberdade por tortura, cárcere privado e fraude processual. O padrasto responde pelos mesmos crimes, além de homicídio qualificado. Conforme a investigação, era o padrasto quem estava com Rômulo no momento da morte. O homem está preso.
O julgamento ocorrerá um ano após a primeira audiência de instrução do caso, em que foram ouvidas 24 testemunhas.
O g1 procura o contato da defesa dos réus.
Conforme a defesa, serão 24 testemunhas arroladas pela parte para a audiência, sendo sete profissionais de medicina.
O caso
O corpo de Rômulo foi encontrado em 18 de fevereiro. Imagens de câmera de segurança mostram a movimentação na casa na manhã do dia, registrando a saída da mãe da vítima por volta de 8h40.
Quase 15 minutos depois, o padrasto de Rômulo aparece na garagem usando o telefone. Ele entra na casa às 8h58 e sai um minuto depois, ficando na garagem por cerca de cinco minutos.
Neste instante a mãe da vítima chega, corre até o portão e encontra o padrasto na garagem. Eles entram juntos na residência.
A câmera registra ainda que às 9h07 o padrasto sai novamente da casa, e parece falar ao celular, retornando para a residência na sequência. Sete minutos depois, ele volta até a garagem com o filho menor no colo.
Às 9h21, uma ambulância do Samu passa em frente à residência.
Um minuto depois, o casal aparece na garagem e o padrasto vai até a rua, acenando para a ambulância. Às 9h23, a equipe do Samu entra na casa.
Fonte: G1