O caminhoneiro que provocou o engavetamento com 11 veículos no KM 492 da BR-376 na quinta-feira (17), em Ponta Grossa, nos Campos Gerais do Paraná, falou sobre o acidente em entrevista à RPC.
A colisão ocorreu cerca de 10 minutos depois da liberação da pista, que ficou totalmente interditada no KM 497 por cerca de 35 minutos para aferição do equipamento de radar fixo. Seis pessoas ficaram feridas. Saiba mais abaixo.
Antônio Comboski disse que freou quando viu a sinalização da polícia e a fila de veículos em tráfego lento, mas o peso da carga impediu que o caminhão parasse a tempo.
O veículo estava transportando 37 kg de calcário do interior de São Paulo para o Rio Grande do Sul. Não houve vazamento da carga para a pista.
"A fila tava parada aqui, polícia 'tava' lá em cima sinalizando, mas só que foi muito perto… muito perto, o caminhão não segurou. O caminhão não segurou e bateu", disse ele.
O caminhoneiro autônomo disse que o veículo estava com a manutenção em dia e, inclusive, contava com freios novos. Ele afirmou que costuma fazer este trecho frequentemente e conhece a estrada.
"Ele [o caminhão] segurou, só que foi muito em cima. Se fosse mais uns cem metros pra frente eu segurava, mas não deu", afirmou Antônio.
Detalhes do acidente
O engavetamento ocorreu por volta das 12h25, entre os viadutos das regiões Santa Paula e Santa Terezinha. Quatro caminhões e sete carros foram atingidos.
A pista ficou parcialmente bloqueada por duas horas no sentido Curitiba.
De acordo com informações apuradas no local, seis vítimas ficaram feridas. Cinco estavam no mesmo carro, com placas de Londrina. A sexta estava em um veículo de Ponta Grossa.
Duas vítimas ficaram com ferimentos moderados e quatro com ferimentos leves, segundo apurado no local. Elas foram encaminhadas à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Santana e ao Hospital Universitário Regional dos Campos Gerais (HU-UEPG), ambos em Ponta Grossa.
O g1 entrou em contato com o HU-UEPG para atualizar o estado de saúde das vítimas que tiveram ferimentos moderados, e aguarda retorno do hospital.
A PRF garante que equipes da polícia e também do Departamento de Estradas e Rodagem (DER) estavam sinalizando o final da fila.
"Um caminhão não conseguiu reduzir a velocidade e colidiu com vários outros veículos. Não temos como informar se o final da fila já estava rodando lentamente ou se ainda estava parado", disse a PRF.
A PRF vai fazer um laudo pericial sobre o caso.
Fonte: G1