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Denúncias de maus-tratos contra crianças aumentaram 11% em Ponta Grossa, em 2020, aponta Conselho Tutelar

Denúncias de violência sexual contra crianças e adolescentes também aumentaram, em 2021. Números dos três primeiros meses concentram mais situações do que o ano de 2019 inteiro.

Denúncias de maus-tratos contra crianças aumentaram 11% em Ponta Grossa, em 2020, aponta Conselho Tutelar
Denunciar é o único meio de fazer com que a violência pare e que o agressor seja punido. (Foto: Reprodução/EPTV)
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Os casos de violência contra crianças e adolescentes, atendidos pelo Conselho Tutelar, aumentaram 11% em Ponta Grossa, nos Campos Gerais do Paraná. Os dados são dos três primeiros meses de 2021.

Segundo o Conselho Tutelar, o registro aconteceu mesmo com as aulas suspensas, o que poderia tornar o número ainda maior.

Os atendimentos de violência física e psicológica se tornaram foco de atenção das equipes.

Na avaliação da conselheira tutelar Josiane Aparecida Vezine Brabicoski, no começo da pandemia, as crianças ficavam mais em casa, por conta da pandemia, isso também fez com que os números subissem.

“No final do segundo semestre [de 2020], com a situação econômica, os genitores sofrendo com o desemprego, isso aumentou o conflito familiar, aí que aumenta a situação da violência”.

Além dos casos de violência física e psicológica, as denúncias de violência sexual contra crianças e adolescentes também aumentaram. Para se ter uma ideia, os números de janeiro, fevereiro e março de 2021 concentram mais situações do que o ano de 2019 inteiro.

A conselheira tutelar disse que a violência sexual é ainda mais grave, pois geralmente acontece no núcleo familiar.

“Se torna muito perturbadora. Acontece pelo genitor, pelo tio, pelo avô e até pelo padrasto. A criança se sente ameaçada, tem seu direito violado”.

Dados do disque 100, canal para denúncias de violação de direitos humanos, os principais agressores das crianças que sofrem violência sexual são pais, mães, padrastos, madrastas, avós e tios. As principais vítimas são crianças entre 5 e 9 anos.

No caso da violência sexual, o número pode ser ainda maior, segundo a Polícia Civil. Isso porque o Núcleo de Proteção à Criança e ao Adolescente Vítimas de Crimes (Nucria) investiga os casos mais críticos, mas a delegada Ana Paula Cunha Carvalho percebeu diminuição de denúncias.

“As escolas, uma das portas de entrada muito grande de denúncias, estão fechadas. Não que os crimes não tenham acontecido, eles deixaram de chegar até as autoridades”.

Para a delegada, aos poucos a Polícia Civil vai percebendo uma retomada nas denúncias.

“Com a abertura das escolas isso pode aumentar e continuar aumentando”.

Denunciar é importante

De qualquer modo, denunciar é o único meio de fazer com que a violência pare e que o agressor seja punido. Segundo a polícia, monitorar as crianças e adolescentes cabe a todos.

“O Estatuto da Criança e do Adolescente prevê que é dever da sociedade, do estado e da família. Todos nós temos o dever legal de reprimir e denunciar qualquer tipo de crime que a gente tenha conhecimento envolvendo criança e adolescente”, alertou a delegada.

As denúncias, em Ponta Grossa, podem ser feitas por diferentes canais de atendimento. São eles:

  1. Disque 100

  2. Nucria: (42) 3225-3856

  3. Conselho Tutelar: (42) 99144-1343 / (42) 99155-4110 / (42) 99144-6127


Em todo o Paraná, com apoio da Secretaria Estadual de Educação (SEED), a campanha “Não cale a sua voz” quer estimular o rompimento do silêncio pelas crianças e adolescentes vítimas de violência. As denúncias podem ser feitas pelo site Infância Segura, do governo do Paraná, ou também pelo 181.

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