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Cientistas brasileiras criam rede de apoio para biólogas pesquisadoras

O grupo reúne mulheres da Biologia do Brasil inteiro e tem o intuito de combater a desigualdade presente na ciência

Cientistas brasileiras criam rede de apoio para biólogas pesquisadoras
(Foto: Divulgação)
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COM ASSESSORIAS - Um grupo de pesquisadoras de Biologia montou uma rede de apoio para incentivar a participação das mulheres na ciência. Esta rede tem foco na Zoologia, parte da Biologia que estuda os animais, e que sofre muito com a desigualdade de representação de mulheres. O artigo científico que deu origem à rede tem mais de 500 participantes de todo o mundo.

A rede começou como uma resposta a um trabalho científico que afirmava que mulheres pesquisadoras prejudicavam as suas orientandas mulheres. A partir disso, elas decidiram se organizar para demonstrar que as mulheres são sistematicamente prejudicadas na ciência, e propor ações para dar mais visibilidade aos seus trabalhos e motivar outras mulheres a fazerem o mesmo.

"De maneira geral, as mulheres são muito menos reconhecidas (por motivos diversos) que seus colegas homens pelo trabalho que fazem, resultando em menos mulheres em posições de destaque nas diversas áreas da ciência. As mulheres cientistas passam por muito mais situações de preconceito e desvantagens ao longo de suas carreiras que seus colegas homens. Dessa forma, as mulheres que conseguem se manter na carreira científica fazem isso apesar das inúmeras situações que as deixam em desvantagem. Não é uma situação equilibrada. Por isso, se uma mulher cientista não conseguir dar condições suficientes de sucesso às suas orientadas tanto quanto homens cientistas conseguem, não é uma falha inerente à mulher: é um problema sistemático. E deve ser combatido como tal." diz Veronica Slobodian, professora da Universidade de Brasília que coordena o artigo científico de lançamento da rede "Mulheres na Zoologia".

"Essa situação de desigualdade é ainda mais gritante quando falamos do estudo dos animais: a sociedade (e até parte dos cientistas) não espera que mulheres consigam ir para o meio de florestas, matas e rios coletar animais; isso faz com que mulheres sejam especialmente apagadas nesta área da biologia e, frequentemente, assediadas quando vão à campo.", complementa Veronica, que trabalha com o estudo dos peixes.

No Brasil, por mais que mulheres sejam autoras em mais de 70% dos artigos científicos publicados, elas ainda ocupam menos posições de poder - são menos vistas como professoras de universidades e à frente das sociedades científicas. Na Sociedade Brasileira de Zoologia, por exemplo, a primeira mulher eleita presidente foi apenas no ano de 2012, após 34 anos da Sociedade ser presidida por homens.

A rede "Mulheres na Zoologia" pretende facilitar a troca de comunicação entre pesquisadoras, unindo esforços que se apresentavam espalhados na área. A rede de colaboração elabora pesquisas acerca da desigualdade de representatividade e visa propor iniciativas para equilibrar o cenário. Mais informações sobre a rede podem ser encontradas no Instagram @mulheresnazoologia.

O artigo que abre a rede (Why we shouldn't blame women for gender disparity in academia: perspectives of women in zoology) pode ser encontrado neste link: https://zoologia.pensoft.net/article/61968/ . Ele tem como autoras as seguintes pesquisadoras: Veronica Slobodian, Karla D.A. Soares, Rafaela L. Falaschi, Laura R. Prado, Priscila Camelier, Thaís B. Guedes, Laura C. Leal, Annie S. Hsiou, Glaucia Del-Rio, Eliza R. Costa, Karla R.C. Pereira, Annelise B. D'Angiolella, Shirliane de A. Sousa, e Luisa M. Diele-Viegas.

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