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Bispo de Lábrea passa a semana na Diocese

Dom Santiago veio agradecer ajuda recebida

Bispo de Lábrea passa a semana na Diocese
O bispo dom Sergio acompanhou a fala do colega aos seminaristas. (AssCom Diocese de Ponta Grossa)
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COM ASSESSORIAS - A ligação de dom frei Santiago Sánchez Sebastián com Lábrea, no Amazonas, é tão íntima que elementos da prelazia ilustram o brasão do bispo e seu lema, ‘Faça-se em mim a vossa vontade, que eu não resista’, reflete o que sentiu quando de sua ordenação episcopal e envio para a missão: medo, abandono em Deus. Em Lábrea há quase três anos, antes, o bispo espanhol passou seis anos em Fortaleza e quatro em Manaus. Ajudada por quatro dioceses por intermédio do Projeto Igreja-Irmã, a prelazia conta com um padre diocesano de Ponta Grossa, José Nilson Santos, e recebeu seminaristas, leigos, o próprio bispo dom Sergio Arthur Braschi e auxílio financeiro, ano passado. Para retribuir a visita e, especialmente, para agradecer, dom Santiago passou essa semana na Diocese de Ponta Grossa.

Dentro do Projeto Igreja-Irmã, idealizado pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, a primeira diocese a apadrinhar a Prelazia de Lábrea foi Vitória (ES), que foi seguida pelas dioceses de Crato (CE), Campina Grande (PB) e de Ponta Grossa. “Com Ponta Grossa estamos estreitando laços ultimamente. Ano passado, dom Sergio esteve uma semana lá, para conhecer a realidade e se sensibilizou com a irmã que precisava e está fazendo todo o possível para nos ajudar. Meu objetivo principal aqui é agradecer”, comenta dom Santiago, dizendo-se surpreso com a deferência que tem merecido. “Me sinto pequeno diante de tanta demonstração de carinho e consideração. Lá, o bispo vive no meio do povo, como se fosse um pároco. Cidade pequena, todos te conhecem”, conta.

Dom Santiago esteve em diversas paróquias em Ponta Grossa, Tibagi, Piraí do Sul e Telêmaco Borba, conversando com os padres, visitou a Cúria, esteve na sede da Pastoral Bíblico-Catequética, conheceu santuários, participou de reuniões do Conselho Missionário dos Seminaristas e do Conselho Missionário Diocesano. “A dificuldade financeira atrapalha muito. Precisamos ir com barco de motor a diesel. Aqui, o diesel está 3,25, lá é 5,20 o litro. Tem muitos projetos, mas não temos recursos. (os moradores) Cobram mais visitas do bispo e mais viagens missionárias dos freis. Tudo que é leve aqui, lá é uma grande coisa”, destaca, enaltecendo a Campanha do Cofrinho, desenvolvida pelos catequizandos de toda a Diocese. “Três mil crianças e seus pais ajudaram com um, cinco, dez reais. Lá, isso é uma fortuna, um tesouro. Uma ação que ultrapassou as paróquias; sentimento de igreja-irmã”.

Desafio

Segundo o bispo, a maioria dos moradores da Prelazia de Lábrea vive do Bolsa Família, da aposentadoria dos avós, da pesca; não tem emprego e a agricultura é pouca. A situação é precária. Sabendo de tudo isso, quando o núncio apostólico falou que o Papa o tinha nomeado para Lábrea, a primeira resposta de dom Santiago foi ‘não’. Depois de procurar justificativas, viu que a razão era o medo. “Uma região no meio do mato, o único meio de comunicação é o rio, a população mínima e o clero, mínimo. O que vou fazer lá?”, questionava-se. A aceitação veio ao se sentir se um instrumento nas mãos de Deus. “Essa tarefa, sozinho, nenhum homem pode, se não é por Deus”.

Atualmente, na prelazia são dois padres, 15 freis e 12 freiras para um território de mais de 230 mil quilômetros quadrados. Em uma imensidão. A Diocese de Ponta Grossa mantém há quase sete anos padres em Lábrea. E essa relação pode se ampliar. Dom Santiago conversou com o bispo dom Sergio para ver data, condições e pessoas para o trabalho na missão. “Missionários firmes na fé e fortes. O clima, comunicação, a comida, isso se supera. O problema é a solidão e a impotência. De tanta coisa para fazer e não ter como por se estar sozinho. Precisamos de missionários convencidos e provados na vida sacerdotal e vocacional”, afirma o bispo prelado.

Dom Santiago e o padre José Nilson também estiveram conversando com alguns diáconos, sondando a possibilidade de levá-los, acompanhados da esposa, para a missão. “Pode ser muito positivo para eles e para nós porque um casal que evangeliza é um testemunho forte para aquele povo. A vivência do matrimônio lá é bastante fraca; o tema da infidelidade é bastante comum. Então, um casal que trabalha que testemunha vai ser uma pastoral muito importante”, avalia.

 

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