Agronegócio & EconomiaCultura & EventosEmprego & QualificaçãoEsportesGeralObituárioOpiniãoPolíticaPublicação LegalSaúdeSegurançaSem categoriaTecnologiaGuia Comercial
Cultura & EventosEsportesGeralObituárioPolíticaPublicação LegalSaúdeSegurançaGuia Comercial
Publicidade
Opinião

Autobiografias: revelações das experiências em família

* Por Acedriana Vicente Vogel - Diretora pedagógica do Sistema Positivo de Ensino

Autobiografias: revelações das experiências em família
(Divulgação)
Publicidade
A curiosidade de muitas pessoas sobre a (auto) biografia de personalidades tem se tornado cada vez mais crescente, nos últimos anos. Talvez por ser um exercício literário que revele e eternize o percurso de uma vida. Foi exatamente isso que fez Miguel Nicolelis, um cientista brasileiro, que ao escrever o livro para defender a sua teoria sobre o cérebro, utilizou a sua trajetória de vida como marcação de compasso para o enredo da sua busca apaixonada por explicar, mais e melhor, o funcionamento da mente humana.

De fato, a vitalidade daquilo que sabemos tem sua energia qualificada e sustentada naquilo que somos. A grande descoberta desse revolucionário foi provar a plasticidade do cérebro e a sua ação democrática, colocando por terra a hipótese anterior de que cada parte do cérebro respondia por uma função específica. Isso, em uma medida, confirma que pensamos e agimos de forma singular e interconectada com a história impressa em nossos circuitos neurais e explica a impossibilidade de construir padrões de respostas para a coletividade humana. Quantos de nós já nos perguntamos: como podem dois irmãos, nascidos do mesmo pai e da mesma mãe, que tiveram a mesma criação, ser tão diferentes?

O encanto da singularidade de cada filho exige um olhar cuidadoso de cada adulto responsável. Gestos, palavras e atitudes são decodificadas internamente, por meio de sinais elétricos, de uma série de neurônios, simultânea e involuntariamente, conectados às impressões peculiares de cada história, gerando interpretações diferentes das intenções iniciais do que se pretendeu comunicar. Quando se observa a história de uma vida, não há como omitir a importância das referências humanas, formadoras ou deformadoras dessa biografia. Dessa maneira, algumas perguntas inquietam: como cada adulto da família seria revelado na (auto) biografia do seu filho? Quais os desdobramentos que os capítulos iniciais de uma história podem representar em outras fases da vida, por mais plástico e democrático que o cérebro seja? Projetamos a vida adulta dos filhos de tal forma que eles compreendam o sentido das ações de hoje e as suas respectivas conseqüências?

Uma situação tem se tornado comum na vida adulta: pessoas são admitidas para o trabalho pela sua competência técnica, experiência e titulações e demitidas por sua inabilidade na convivência e/ou por sua fragilidade ética, ambas as situações construídas, desde a mais tenra idade, nas vivências familiares. Há culpados nesse processo? A legislação brasileira define a culpa como negligência, imprudência ou imperícia do responsável. Logo, teoricamente, não há espaço para descuido, nem desatenção quando respondemos por um menor dependente. Não há um dia sequer que deixamos de escrever a nossa história e marcar a história dos quais temos o privilégio de conviver.

São marcas aparentes ou invisíveis, mas todas impressas, que acontecem sem retóricas sofisticadas, por meio de simples ensinamentos, capturados nas pequenas atitudes frequentes de quem se propõe a ser referência. Representar uma forte referência exige o exercício diário de ser duro com os fatos e suave com as pessoas, a fim de afastar as possibilidades de negligência, imprudência ou imperícia e dirimir, com isso, o sentimento de culpa - uma patologia cada vez mais presente nas famílias modernas e, consequentemente, nos registros (auto) biográficos.

Compartilhe:

Leia também

O que o Dia Nacional da Silvicultura tem a ver com você?*Por: Eleandro Brun - Engenheiro Florestal, Dr. - Professor da UTFPR Dois Vizinhos, Coordenador da Câmara Especializada em Engenharia Florestal do CREA-PR, Secretário Geral da SBEF (Sociedade Brasileira de Engenheiros Florestais).
Publicidade

Mais Lidas

Paraná inicia 2026 com chuvas e pode ter tempestades localizadas; veja previsão do tempo

Prefeitura de Ponta Grossa apresenta candidatas ao Concurso da Rainha da  Fesuva 2026

Abertas as inscrições para o PSS da Educação em Tibagi

UBS do Centro terá horário especial de vacinação no sábado (13)

Capal abre 300 vagas de trabalho temporário para safristas em seis cidades do PR e SP

Categorias

Agronegócio & EconomiaCultura & EventosEmprego & QualificaçãoEsportesGeralObituárioOpiniãoPolíticaPublicação LegalSaúdeSegurançaSem categoriaTecnologia

Cidades

  • Arapoti
  • Carambeí
  • Castro
  • Correio REGIONAL
  • Geral
  • Jaguariaíva
  • Palmeira

Categorias

Redes Sociais

Hospedado por CloudFlash
Desenvolvido por Flize Tecnologia