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Segurança

Após briga entre torcidas organizadas em Ponta Grossa, polícia proíbe que cinco pessoas envolvidas frequentem estádios

Polícia divulgou imagens que mostram confusão que deixou dois baleados, um esfaqueado e um queimado no dia 6 de fevereiro. Regras também incluem comparecimento em batalhões da PM antes do início dos jogos e ao final

Após briga entre torcidas organizadas em Ponta Grossa, polícia proíbe que cinco pessoas envolvidas frequentem estádios
(Foto: Reprodução)
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Cinco pessoas foram identificadas pela Polícia Civil (PC-PR) por participarem da briga entre torcidas, em Ponta Grossa, nos Campos Gerais do Paraná. A primeira fase da investigação também resultou em medidas cautelares contra elas, como a proibição de frequentarem estádios em dias de jogos.

A polícia divulgou, nesta segunda-feira (24), detalhes sobre os identificados e imagens do momento das agressões.

Os cinco homens têm idades entre 22 e 32 anos, sendo que quatro deles faziam parte da torcida Mancha Verde (Palmeiras) e um do Camisa 12 (Corinthians).

A polícia representou pelas prisões preventivas, mas o Poder Judiciário decidiu por impor as medidas:

  • Não podem frequentar estádios de futebol e suas imediações em um raio de 5 km em dias de jogos

  • Em dias de jogos dos respectivos times, comparecimento obrigatório ao Batalhão da Polícia Militar, com permanência desde 30 minutos antes do início até 30 minutos após o término da partida

  • Proibição absoluta de participarem de atividades de torcidas organizadas, com suspensão imediata de qualquer vínculo

  • Obrigação de manterem endereço atualizado

  • Proibição de se ausentarem da cidade sem autorização judicial, exceto a trabalho


Caso uma das regras seja desobedecida, a pessoa terá prisão preventiva decretada, de acordo com o delegado Derick Moura Jorge, responsável pelo caso.

O advogado de defesa da torcida Camisa 12, Eduardo Tarabauca Neto, disse que no dia ocorrido, os membros tinham se reunido na subsede para assistir ao jogo do Corinthians, válido pelo Campeonato Paulista e quando a partida terminou, foram surpreendidos por torcedores rivais.

"Eles se dirigiam até a sede numa clara intenção de agredir as pessoas que ali estavam. No dia, havia mulheres, crianças e até mesmo idosos no local, de modo que a atitude de alguns torcedores do Camisa 12 foi simplesmente uma reação como uma forma de defender as pessoas que ali estavam. Vale ressaltar que o Camisa 12 é uma instituição que existe na cidade há aproximadamente 14 anos e nunca houve nenhum evento dessa natureza e a instituição não incita a violência e simplesmente estavam no seu local a fim de acompanhar o seu time", disse o advogado.

O g1 tenta retorno da torcida Mancha Verde.

Como foi a briga?

No dia 6 de fevereiro, os times Corinthians e Palmeiras empataram o placar em 1 a 1, em um jogo da 7ª rodada do Paulistão. A partida foi disputada no Allianz Parque, em São Paulo.

Em Ponta Grossa, por volta das 22h, torcedores das organizadas Império Alviverde (Coritiba) e Mancha Verde (Palmeiras) foram até a sede da torcida Camisa 12 (Corinthians).

De acordo com a Polícia Militar (PM-PR), pelo menos quatro envolvidos na confusão procuraram atendimento médico em Unidades de Pronto Atendimento (UPA): dois estavam baleados, um foi esfaqueado e o outro sofreu queimaduras provenientes de fogos de artifício.

Briga violenta entre torcidas organizadas deixa dois baleados, um esfaqueado e um queimado.

Na época, em notas enviadas ao g1, duas torcidas se manifestaram: a Império Alviverde de Curitiba negou ter participado da briga e a Mancha Verde de Ponta Grossa disse que lamenta o acontecimento, que repudia tais atos de violência.

A Camisa Doze, de Ponta Grossa, não se manifestou.

Fonte: g1

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