Correio dos Campos

Empresa paga parte de salários atrasados, e ônibus voltam a circular com metade da frota em Ponta Grossa

Transporte público retornou com 50% da frota nesta quinta-feira (13). Um dia antes, empresa fez o pagamento dos salários referentes a março; funcionários aguardam pagamento de abril.
13 de Maio de 2021 às 14:03
Ônibus voltaram a circular com 50% da frota. (Foto: Reprodução/RPC)

O transporte público de Ponta Grossa, nos Campos Gerais do Paraná, voltou a circular com 50% da frota a partir desta quinta-feira (13). A retomada aconteceu depois de a empresa responsável pelo transporte público pagar parte dos salários atrasados dos funcionários da categoria, referente ao mês de março.

Na cidade, a categoria está em greve desde 5 de abril. Após uma decisão da Justiça, parte da frota voltou a circular, mas um novo atraso nos pagamentos fez com que a paralisação total fosse retomada em

O pagamento foi realizado após um acordo feito ainda na quarta-feira (12) em uma audiência da empresa, junto à prefeitura e ao sindicato que representa a categoria.

Na audiência, a Justiça do Trabalho desbloqueou os valores da empresa que estavam bloqueados uma vez que eles eram suficientes para pagar o salário de março dos cerca de 1.100 funcionários da Viação Campos Gerais (VCG).

Referente ao salário de abril, também atrasado, um acordo foi feito também na audiência após a VCG ter entrado com um processo contra a Prefeitura de Ponta Grossa por causa de decreto municipal que parou o transporte coletivo na cidade por 18 dias, em março.

A empresa pedia o ressarcimento do prejuízo desses dias sem o serviço.

Na audiência de quarta, a prefeitura afirmou que faria um acordo com a empresa com repasse de dinheiro e recursos, o que deve ser suficiente para a VCG quitar os salários atrasados de abril.

Procurado, o Sintropas afirmou que irá cumprir com a retomada do transporte público com 50% da frota, mas disse que, caso o pagamento de abril não seja feito até sexta-feira (14), a paralisação voltará a ser total na segunda-feira (17).

O G1 tenta contato com as partes, mas não houve retorno até a publicação desta reportagem.

Fonte: G1