DA REDAÇÃO - Para medir o reflexo econômico originado pela realização do 1º Piraí Rodeo Fest no comércio local, o portal Correio dos Campos conversou na última semana com comerciantes que avaliaram os resultados obtidos durante o período do evento, realizado entre 12 e 16 de outubro.
No levantamento foram ouvidos profissionais da rede hoteleira, empresários da área de vestuário e prestadores de serviços que instalaram tendas e trailers e trabalharam diretamente na estrutura montada para a festa.
Apesar do mau tempo, o evento foi elogiado por todos os entrevistados, especialmente por ter sido realizado depois do longo período de tempo em que a maior parte dos piraienses ficou privada do acesso a qualquer tipo de atividade cultural e de lazer.
Procura - No ramo de hotelaria, a procura por acomodações subiu razoavelmente no período que antecedeu a festa.
De acordo com a gerência do Hotel Eldorado, que estava lotado com executivos de uma indústria local, a procura aconteceu e o hotel teria um bom volume de hóspedes se não fosse pela lotação já programada pela empresa.
Já no Victor Hotel, todos os quartos foram ocupados por equipes que trabalharam no rodeio e também por turistas.
"Para nós o evento foi excelente. Trabalhamos com ocupação máxima e isso fez com que nós também comprássemos mais no comércio local. Além disso, contratamos novas pessoas para o período e subimos de 5 para 9 colaboradores", conta o sócio proprietário Marcelo Miró Cioffi.
Vendas - Viviane Boing Soek e Andreia Bueno de Ávila, proprietárias da loja Cabana Country, comemoraram o aumento de cerca de 30% nas vendas.
"O evento contribuiu muito com o comércio da nossa cidade, principalmente com a nossa loja que teve um salto de quase 30%. Esperamos que mais edições como essa seja realizadas, incentivando o comércio local", disseram.
No local - Trabalhando diretamente na festa, o empresário Eurípedes Valença Rocha Filho elogiou a estrutura montada e disse que as metas traçadas foram batidas.
"Primeiramente preciso parabenizar os organizadores pela realização desse evento grandioso, mesma coisa que já vi em grandes cenários de rodeios como em Barretos, em Colorado. A estrutura, fora a arena própria que essas cidades já tem, foi da mesma dimensão destes lugares. O tempo prejudicou um pouco e creio que mais famílias iriam até o local se não fosse pela chuva".
"Em relação ao resultado, nossas vendas foram muito boas e a gente até não esperava atingir essa meta por causa do mau tempo e também pelo local que, inicialmente, o pessoal ficou um pouco com o pé atrás. A organização acabou sendo feliz na escolha do Campo da Aviação e descobrindo um lugar para quem sabe construir o centro de eventos da cidade. O espaço foi muito bom e eu penso que se tivesse ficado com minhas portas abertas na cidade não iria vender o que eu vendi durante a festa", avalia.
Também trabalhando na estrutura durante os cinco dias de festa, a empresária Enelise Krubniki avaliou o evento positivamente.
"A organização está de parabéns porque foi um evento muito bonito e bem organizado. A parte estrutural foi bastante elogiada por clientes e amigos que chegaram até a comentar com a gente que era até mesmo melhor que em cidades que também realizam eventos dessa natureza", disse.
"Achei que o preço cobrado dos comerciantes foi justo e avalio que tive bons resultados, com uma boa margem se comparado com o custo que tenho normalmente com minhas portas abertas na cidade. Pratiquei a mesma tabela usada no bar, até por uma questão de ética, e apesar da chuva, que atrapalhou bastante, a festa foi muito bonita. Eu gostei muito de participar e acho que a cidade merece sim eventos como esse que estávamos sem há muito tempo. Compensou sim e eu faria de novo", concluiu a empresária.