Correio dos Campos

Diretor de Sandrini afirma em sessão da Câmara de Vereadores que cidade foi entregue “largada”

23 de Maio de 2017 às 00:11

Renato Moreira da Silva, que na imagem aparece ao lado do deputado Aliel Machado, citou a situação precária dos equipamentos públicos para justificar a dificuldade em enfrentar os problemas estruturais do Município

 

Os diretores municipais da prefeitura de Piraí do Sul, Mauro de Oliveira (Obras) e Renato Moreira da Silva (Operacional), participaram da sessão ordinária da Câmara de Vereadores realizada na noite desta segunda-feira, 22, atendendo a convocação do Legislativo.

Em seus pronunciamentos, os servidores apontaram que a estrutura administrativa foi encontrada deteriorada e com muitos problemas. Segundo eles, processos de licitação para que os maquinários sejam colocados em condições de operação já foram iniciados e que essa medida é a primeira e mais importante da nova gestão.

“Já aviso de antemão que pegamos o maquinário todo deteriorado. Inclusive convido a todos para que visitem o pátio da prefeitura e vejam a situação com os próprios olhos”, disse Mauro ainda no início de sua fala.

“Vamos licitar o que é preciso para levantar esses equipamentos e depois elaborar um cronograma de ações que será divulgado. Até lá vamos ter de trabalhar de forma paliativa, como fizemos nestes primeiros dias”, completou o diretor, que é responsável pela manutenção de toda zona rural.

Mesmo não falando diretamente, os diretores deixaram a entender que todos os problemas de ordem estrutural encontrados foram deixados como herança pelo prefeito Valentim Zanello Milléo, o Tim, já que a mesma situação de dificuldade operacional identificada pela gestão de Sandrini foi enfrentada durante o governo interino do agora vereador e presidente da Câmara, Marcio Flavio da Silva.

 

Na cidade – O diretor operacional Renato Moreira da Silva, na mesma linha de Oliveira, disse que a usina de asfalto foi entregue quebrada e que muitos dos problemas que agora são cobrados são herança da ineficiência das gestões anteriores.

“Pegamos a usina de asfalto quebrada e até agora estamos apenas apagando fogo. Com todo respeito, mas a verdade é que a cidade está largada e que precisamos reerguê-la. Se agora existem tantas reclamações é porque muito que deveria ter sido feito não foi”, apontou.

Em funcionamento – Segundo Mauro de Oliveira, apenas poucos equipamentos foram encontrados em boas condições. “Pegamos a prefeitura com apenas duas patrolas, um caminhão e uma escavadeira funcionando. O restante da frota está deteriorado e uma pá-carregadeira foi enviada para uma empresa que não realizou o serviço”, disse.

“Não temos pneus, nem peças. Por isso estamos trabalhando para licitarmos todas as peças que serão precisas, além de mão de obra para a manutenção da frota. Depois disso é que poderemos cuidar da cidade e termos estradas decentes, com a devida abertura e limpeza de bueiros, além das saídas de água que são necessárias”, concluiu.