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Polícia investiga denúncia de racismo contra lateral de São Bernardo no jogo contra o Operário pela Série C do Brasileirão

Jeferson relatou ter sido chamado de 'macaco' por um torcedor do Operário, time anfitrião. Suspeito ainda não foi identificado

Polícia investiga denúncia de racismo contra lateral de São Bernardo no jogo contra o Operário pela Série C do Brasileirão
(Foto: Reprodução/Redes Sociais)
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A Polícia Civil (PCPR) está investigando um caso de racismo relatado no domingo (7) em Ponta Grossa, nos Campos Gerais do Paraná, no jogo de futebol entre o time da casa, Operário, e o paulista São Bernardo, pela Série C do Campeonato Brasileiro.

À Polícia Militar (PM), o lateral Jeferson, do São Bernardo, disse que foi chamado de “macaco” por um torcedor do time anfitrião durante a partida no estádio Germano Krüger.

A PM afirmou que em análise preliminar das imagens do campo não foi possível identificar nem o suspeito e nem o momento do crime.

O atleta registrou um boletim de ocorrência ainda em campo, e o caso foi encaminhado para inquérito da Polícia Civil.

Em nota oficial, o Operário disse que o estádio Germano Krüger dispõe de câmeras em toda a sua estrutura e que as imagens estão à disposição das autoridades competentes, do atleta da equipe do São Bernardo e do delegado da partida.

Na coletiva de imprensa após o jogo, o técnico do time paranaense, Rafael Guanaes, condenou o episódio.

“A gente não só repudia, como não entende. As próprias cores do clube [Operário] dizem tudo. Estamos em 2023 e ainda estamos lidando com esses assuntos que eu não tenho capacidade de entender. Falei para o Jeferson ali que estamos juntos com ele. Temos jogadores brancos, negros, de todas as raças aqui. Nossa origem é essa. Nosso povo brasileiro é um povo de misturas. Se precisasse parar o jogo, ou qualquer outra decisão que fosse tomada ali, extrapola qualquer tipo de competição. Essa é uma luta que não é só aqui, é no Brasil, no mundo todo. E a gente tem que levar isso muito a sério”, disse o técnico.

O São Bernardo disse, em nota oficial, que repudia qualquer tipo de preconceito e espera que medidas sejam tomadas.

"O racismo é crime grave segundo as leis brasileiras e é um ato condenável sobre todos os aspectos. [...] Esperamos que isso seja combatido e que não exista em qualquer âmbito da nossa sociedade", diz o texto.

Jogo parado

Jeferson primeiro relatou o caso de injúria racial à arbitragem, ainda durante o jogo. A partida ficou paralisada dos 49 aos 56 minutos do segundo tempo.

Torcedores afirmaram à PM que ao final do jogo, que terminou em um a zero para o Operário, o jogador Matheus Salustiano, do São Bernardo, arremessou um copo d'água em direção à torcida.

Um homem relatou que o filho dele foi atingido.

O que diz a lei para casos de injúria racial

Neste ano uma nova lei equiparou os crimes de injúria racial e racismo.

O texto incluiu a injúria, atualmente contida no Código Penal, na Lei do Racismo. Criou, também, o crime de injúria racial coletiva.

Antes da lei, a pena para injúria racial era de reclusão de um a três anos e multa.

Com a nova lei, a punição passa a ser prisão de dois a cinco anos. A pena será dobrada se o crime for cometido por duas ou mais pessoas.

A nova lei também determina que o crime de racismo realizado dentro dos estádios terá também pena de dois a cinco anos.

Além de contextos de atividades esportivas, a medida também valerá em ambientes religiosos, artísticos ou culturais.

O texto também proíbe a pessoa que cometer o crime em estádios ou teatros, por exemplo, de frequentar este tipo de local por três anos.

Fonte: G1

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