A mãe de Layane Czervinski da Silva, Inês da Silva, criticou a sentença concedida a Miguel Ângelo Duarte, em entrevista à Banda B nesta quarta-feira (22), e defendeu que o caso seja levado à júri popular. O autor do crime, que matou a jovem, foi condenado pela Justiça de São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba, a 14 anos e 10 meses de prisão por estupro seguido de morte e ocultação de cadáver.
Inês, indignada, disse que essa condenação está errada e que antes mesmo de completá-la, Duarte estará solto. “Isso tá errado, 14 anos é muito pouco. Olha a decepção e tudo que ele fez com minha filha. Ele tem que ir à júri popular e a população é quem deve decidir por ele. Daqui 8 ou 9 anos, ele já estará nas ruas”, afirmou.
Além de cobrar explicações e dizer que não vai desistir de ver Duarte preso por mais tempo, a mãe ainda ressaltou que o autor condenou sua filha à morte.
Já o advogado do acusado, José Valdeci de Paula, também esperava que o caso fosse ao Tribunal do Júri e destacou que vai avaliar se recorrerá. “Quando a magistrada deu sua sentença, ela entendeu que houve estupro e ocultação de cadáver – dando uma pena de 14 anos -, mas o que a defesa questiona, e vai aguardar o tempo apropriado para ver se recorre ou não, é em relação ao estupro, tendo em vista que ele nega isso”, explicou.
No entanto, para o advogado da família de Layane e assistente de acusação, Mark Stanley, a pena é muito baixa tendo em vista o crime que ele cometeu. “A família de Layanne também não ficou satisfeita. Era um caso de júri popular, homicídio qualificado com o crime conexo de estupro. Recorreremos da sentença para o Tribunal de Justiça desclassificar o delito e declinar competência ao Tribunal do Júri. A sociedade de São José dos Pinhais é quem deve decidir o destino de Miguel. Temos certeza que no Tribunal do Júri, a pena será muito mais severa”.
A decisão partiu da juíza Carolina Maia Almeida. O caso não foi a júri pelo fato de a Justiça considerar que Miguel não teve a intenção de matar Layane, mas que a morte foi resultado do estupro.
Crime
O corpo de Layane foi encontrado em 20 de janeiro deste ano em uma chácara localizada na Av. Rui Rui Barbosa, em São José dos Pinhais. A jovem estava nua da cintura para baixo e com sinais de violência e queimaduras. Miguel foi identificado graças a mensagens encontradas no celular da mãe da vítima, Inês. Como a jovem estava com o celular quebrado, usou esse aparelho para trocar mensagens com o rapaz. Ele acabou preso pela Polícia Civil algumas horas depois, e confessou o crime.
Fonte: Banda B