"Ele disse que encontraram uma gaze, enrolada no intestino dela, durante a cirurgia", conta o marido da jovem, Davi Fernando Pereira. "O médico contou que acabou perfurando, espalhando bactérias do intestino para o resto dos órgãos", recorda.
Segundo o marido, o último procedimento cirúrgico pelo qual Sthefany passou foi quando o filho mais novo nasceu em uma cesárea, em janeiro de 2019, no Hospital São José. Ela não reclamava das dores antes do parto.
Os médicos chegaram a demonstrar esperança na recuperação de Sthefany após a retirada da gaze, diz Davi. "Eles disseram que ela era uma guerreira, que ia conseguir sair bem", conta. No dia seguinte, internada na UTI, ela faleceu devido às complicações.
"Nos últimos meses, ela chorava de dor, gritava pedindo ajuda", recorda Davi. "Mataram minha mulher. Ninguém espera ir para um parto e sair com uma gaze lá dentro. Agora nossos três filhos vão crescer sem mãe."
A família está à espera do laudo que determinará as causas da morte da mulher, constando o objeto estranho, para entrar na Justiça para levantar a ficha da paciente no hospital onde a cesárea foi feita, no ano passado.
Procurada pelo G1, a Prefeitura de São Vicente, por meio da Secretaria da Saúde (Sesau), informou que qualquer informação sobre pacientes deve ser solicitada pela família, na sede administrativa da Sesau, que fica na Rua Padre Anchieta, 465, no Centro.




