Nesta quinta, a mãe do jovem, Rose Meire dos Santos Lehmkuhl, prestou depoimento por quatro horas na 14ª Delegacia de Polícia, no Gama. Já o padrasto, o tenente-coronel da Polícia Militar do DF Eduardo Condi, foi alvo de uma operação da Polícia Civil que investiga tráfico de animais exóticos.
O celular do militar foi apreendido. Ele também prestou depoimento durante a tarde. A Polícia Civil pretendia ouvir o estudante de veterinária Pedro Henrique Krambeck. No entanto, ele não esteve na delegacia até o fim da tarde desta quinta.
Entenda o caso
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O jovem foi picado pela cobra da espécie naja, que não existe na fauna brasileira, no dia 7 de julho. Ele ficou internado por seis dias em um hospital particular no Gama, sendo cinco em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI).
Pedro precisou receber soro antiofídico do Instituto Butantan, em São Paulo, por causa da picada da naja – uma das cobras mais venenosas do mundo, originária de regiões da África e da Ásia. A unidade era a única que possuía o soro no país.
A Polícia Civil apura se o rapaz estava envolvido em um esquema de tráfico de animais. Segundo os investigadores, o estudante criava a cobra em casa, ilegalmente.
Após o incidente, a naja foi encontrada em uma caixa próximo a um shopping no Setor de Clubes Esportivos Sul. Um amigo foi o responsável por abandonar a serpente naja no local, conforme a polícia.
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Segundo as investigações, o suspeito disse diversas vezes que entregaria a cobra e chegou a passar endereços diferentes de onde ela seria encontrada, até deixá-la próximo ao centro comercial.
No dia seguinte, os investigadores apreenderam outras 16 cobras que seriam de Pedro, no haras de um outro amigo dele, em Planaltina. O dono desse local será multado pelo Ibama em R$ 68 mil.




