“Depois disso, ligamos para a polícia e fizemos o boletim de ocorrência relatando o sumiço dele”, contou. Em seguida, após a tentativa de ligar para o pai e o celular estar desligado, a filha decidiu tentar conseguir a última localização do GPS através do e-mail cadastrado no celular. “Ligamos para a polícia e informamos o endereço”.
Kelly e a mãe foram até o local informado no localizador e a irmã acabou chegando antes dos policiais. “Ele estava de bruços no chão todo ensanguentado, entramos em desespero”, disse bastante emocionada.
Logo a polícia chegou ao local e, após alguns minutos, receberam a informação de que o carro que o pai usava para trabalhar, um Toyota Etios, havia sido encontrado em um ponto de táxi no bairro Santa Quitéria, em Curitiba. “O carro estava no ponto e a chave também”.
Ainda, ela conta que o pai já sofreu outros assaltos e que sempre soube reagir bem ao acontecimento, “nunca resistiu, ele sabe como agir”.
O superintendente Itamar da polícia de Campo Largo investiga a possibilidade de ter sido um latrocínio, ou seja, roubo seguido de morte. Porém, não descarta outras linhas de investigação.
“Só queremos que a polícia encontre quem fez isso, que ele pague pelo que fez. Meu pai não vai voltar. Todo mundo gosta dele, ele nunca fez mal à ninguém, sempre que pôde ajudar ele ajudou”, disse Danielle.