Correio dos Campos

Delegado explica como criança de 3 anos morreu afogada em máquina de lavar

Madrasta prestou depoimento e pode ser indiciada por homicídio culposo, quando não há intenção de matar
13 de Maio de 2022 às 09:40
(Foto: Rafaela Schuinka/RICtv)

O delegado Fernando Zamoner, de Cascavel, no oeste do Paraná, explicou nesta quinta-feira (12) como aconteceu a situação que acabou com a morte de uma criança de 3 anos afogada em uma máquina de lavar roupas. O caso aconteceu no sábado (7).

De acordo com o delegado, a criança estava passando o fim de semana na casa do pai e ficou sob os cuidados da madrasta. Os relatos da família apontam que a menina já havia ficado com a mulher enquanto o pai trabalhava em outras ocasiões.

Na manhã de sábado, conforme a polícia, a madrasta estava cuidando da criança enquanto lavava roupas. Na casa também viviam as duas filhas da mulher, uma brincava no parquinho e a outra estava na residência quando o acidente aconteceu.

A madrasta afirmou que retirou as roupas de dentro da máquina de lavar, do modelo tanquinho, e permitiu que a menina brincasse na água já usada. Um banquinho foi colocado para que a criança alcançasse o eletrodoméstico e alguns brinquedos foram espalhados na água. Em seguida, a madrasta precisou se afastar do cômodo, indo até um quarto onde eram guardadas as roupas.

Depois de um tempo, a filha mais velha da mulher pediu onde estava a menina e as duas foram até a lavanderia para verificá-la, não encontrando ninguém. Elas continuaram procurando pela casa e também não conseguiram localizá-la.

Segundo a madrasta, ao voltarem para a lavanderia, sua filha olhou dentro da máquina de lavar e conseguiu ver a criança lá dentro. Elas retiraram a menina da água e ligaram para o pai, que trabalhava em um local próximo de casa, pedindo por ajuda.

O pai tentou fazer algumas manobras de reanimação, mas nada funcionou. Um vizinho que viu a situação acionou o socorro do Corpo de Bombeiros.

Os socorristas tentaram reanimar a menina por cerca de 40 minutos, sem êxito. Os peritos constataram que nenhuma marca de violência física foi encontrada no corpo da vítima, sendo que o afogamento foi a causa da morte.

A investigação trata o caso como acidente, mas a polícia apura a responsabilidade da madrasta no afogamento. Ela foi indiciada por homicídio culposo, sem intenção de matar, podendo passar para um crime doloso, com intenção de matar, caso as apurações comprovem.

Fonte: RIC Mais

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