Correio dos Campos

Caso Tatiane Spitzner: Luis Felipe Manvailer é condenado por homicídio qualificado da esposa

Júri era composto por sete homens. Manvailer foi condenado pelo crime de fraude processual; decisão saiu nesta segunda-feira (10), após sete dias de julgamento. Tatiane Spitzner foi encontrada morta após cair da sacada do apartamento onde morava, em Guarapuava, em 2018.
10 de Maio de 2021 às 19:58
Tatiane Spitzner foi encontrada morta após queda do 4º andar do apartamento em que morava com Luis Felipe Manvailer. (Foto: Arquivo pessoal)

Luis Felipe Manvailer foi condenado pelo homicídio qualificado da esposa, Tatiane Spitzner, em júri popular que chegou ao fim nesta segunda-feira (10), após sete dias de julgamento. A condenação foi anunciada às 19h pelo juiz Adriano Scussiato Eyng. Ele também foi condenado por fraude processual.

O juiz está lendo a sentença neste momento, portanto ainda não foi anunciada qual será a pena que Manvailer irá cumprir.

O caso aconteceu em julho de 2018. Tatiane foi encontrada morta após cair da sacada do apartamento onde morava com Manvailer.

O júri popular de Manvailer foi composto por sete homens e começou em 4 de maio. Ele foi condenado nas qualificadoras de feminicídio, motivo fútil e meio cruel – asfixia.

Ele está preso na Penitenciária Industrial de Guarapuava (PIG) há dois anos e nove meses.

Relembre o caso:

Luís Felipe Manvailer, professor universitário de biologia, era casado com a advogada Tatiane desde 2013. O casal não tinha filhos.

  • Tatiane Spitzner foi encontrada morta após cair do 4º andar de apartamento onde morava
  • Luis Felipe Manvailer negou ter matado esposa
  • Imagens mostram agressões de marido a advogada antes dela ser encontrada morta
  • Julgamento foi adiado três vezes

O G1 tenta contato com as defesas do réu e da família de Tatiane

Sete dias de julgamento

O júri popular de Manvailer durou sete dias.

Sete homens foram sorteados para compor o Conselho de Sentença. Entre as 30 pessoas convocadas para participar do sorteio, quatro mulheres foram sorteadas, mas acabaram dispensadas após pedidos da defesa do acusado.

Em três casos, a dispensa foi sem motivo, o que é um direito da defesa. A quarta dispensa foi autorizada pelo juiz após os advogados argumentarem que a jurada sorteada havia curtido uma página de apoio à Tatiane Spitzner em uma rede social.

Além dos sete jurados, estavam presentes no plenário: um juiz, um assistente do juiz, sete advogados de defesa, um réu, um promotor, um assistente de promotor, quatro assistentes de acusação e apenas uma mulher, assistente do promotor.

Fonte: G1