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Grupo com 23 turistas paranaenses está 'preso' em transatlântico durante bombardeios no Oriente Médio

Moradores de Londrina e Assaí deveriam retornar ao Brasil neste domingo (1º), mas estão impedidos pelo fechamento de aeroportos. Grupo está em navio atracado no porto de Dubai, cidade alvo de ataques.

Grupo com 23 turistas paranaenses está 'preso' em transatlântico durante bombardeios no Oriente Médio
(Foto: Cristina Strik)
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Um grupo de 23 paranaenses está "preso" em um navio em Dubai desde o sábado (28), após o ataque coordenado de Estados Unidos e Israel contra o Irã. Deste número, 18 são idosos. Nesta segunda-feira (2), o transatlântico em que eles estão - e devem continuar por ordem de segurança - permanece atracado no porto.

O espaço aéreo foi fechado em países estratégicos como Israel, Catar, Síria, Irã, Iraque, Kuwait, Bahrein, Omã e Emirados Árabes Unidos. Ainda não há previsão de retorno das pessoas, que são moradoras de Londrina e Assaí, cidades do norte do estado.

A guia de turismo Cristina Strik fez um vídeo mostrando a visão dela e dos paranaenses no navio, que abriga atualmente cinco mil viajantes, com uma nuvem de fumaça se espalhando pelo céu. "Nunca pensei que eu ia viver um momento desse", ela fala na gravação.

Em entrevista à RPC, afiliada da TV Globo no Paraná, Cristina explicou que o grupo saiu do Brasil no dia 19 de fevereiro e passou por cidades como Doha (capital do Catar) e Abu Dhabi (capital dos Emirados Árabes Unidos).

Em Dubai, chegaram na sexta-feira (27) e saíram para conhecer a cidade. Os paranaenses receberam um comando da equipe do navio para que retornassem durante um passeio no sábado (28).

"E a gente ouviu alguns barulhos de explosão. [...] Então os prédios aqui do centro em que nós estamos, aqui no porto, quase não dava para ver nada, porque estava tudo assim de fumaça, sabe?", explicou a guia.

Além dos estrondos, a guia de turismo também relata ter sentido o cheiro forte de enxofre. "Foi bem forte mesmo", disse.

Os paranaenses ficariam até sábado à noite para conhecer a cidade antes de retornar a Doha e, então, voltar ao Brasil de avião no domingo (1º). Depois do ataque, não há previsão de retorno.

Ao g1, o Itamaraty deu orientações de segurança aos brasileiros em locais de conflitos, como permanecer em segurança, não ficar na linha de visão do céu e evitar multidões e protestos. Também consta na nota que os turistas devem fazer contato com os plantões consulares das repartições diplomáticas brasileiras na região.

Falta de remédio

Segundo Cristina, alguns turistas que estão com ela fazem uso de remédios controlados. Em diversos casos, o número de comprimidos foi levado conforme era prevista a duração da viagem.

Agora, sem previsão de retorno, eles tentam conseguir os medicamentos por meio da farmácia do transatlântico.

"As pessoas trouxeram poucos remédios. Então, eu estava muito preocupada com isso, porque é remédio para pressão, vários. E aí eu fiz uma reunião com eles, conversei no navio. E para quem não tiver mais remédios, a gente vai pegar aqui as receitas para tentar ver com a farmácia do navio", a guia de turismo contou.

Em nota, a empresa Strik Turismo informou que todos os turistas estão em contato com familiares por meio de internet gratuita disponibilizada no navio.

Guerra EUA e Israel x Irã

Estados Unidos e Israel lançaram um grande ataque contra o Irã na manhã de sábado (28), o que deflagrou uma guerra entre os três países. Explosões foram registradas na capital Teerã e em diversas outras cidades iranianas.

Os bombardeios mataram o líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, e outros membros de alto escalão da cúpula militar e de governo iraniano. Ao todo, 555 pessoas foram mortas desde o início dos ataques ao país, afirmou a organização humanitária Crescente Vermelho do Irã em atualização nesta segunda-feira (2).

Em resposta aos ataques dos EUA e de Israel, o Irã disparou mísseis contra o território israelense e contra bases militares norte-americanas no Oriente Médio. Essa troca de ataques continua desde então, com bombardeios diários contra Israel e Irã, sendo presenciados em outros países da região.

Os EUA informaram no domingo que três militares do país foram mortos desde o início da guerra, e Trump prometeu "vingá-los".

"Infelizmente, haverá mais [mortes] antes que [a guerra] acabe. Mas os Estados Unidos vão vingar seus mortos e desferir o golpe mais devastador aos terroristas que travam uma guerra, basicamente, contra a civilização", afirmou o presidente dos EUA no domingo.

Fonte: g1

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