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Conselho de Ética condena pela primeira vez na história deputado estadual por violência de gênero no Paraná

Punição de “censura escrita” foi imposta ao deputado estadual Ricardo Arruda (PL) após discurso em que se referia à ministra do Supremo Tribunal Federal (STF), Cármen Lúcia, e às deputadas estaduais como “bruxas”. Denúncia foi feita por integrantes da Bancada Feminina da ALEP

Conselho de Ética condena pela primeira vez na história deputado estadual por violência de gênero no Paraná
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COM ASSESSORIAS - Pela primeira vez na história o Conselho de Ética da Assembleia Legislativa do Paraná (ALEP) condenou um deputado estadual por violência de gênero na política. A penalidade foi imposta ao deputado estadual Ricardo Arruda (PL). A denúncia contra ele foi apresentada pela deputada estadual (PP) e líder da Bancada Feminina Mabel Canto, Ana Júlia (PT), Cloara Pinheiro (PSD), Cristina Silvestri (PP), Luciana Rafagnin (PT), Maria Victoria (PP) e Marli Paulino (PP).

A decisão do Conselho, presidido pelo Delegado Jacovós (PL), saiu nesta quarta-feira (6) em reunião para apreciação de pareceres.

Durante discurso em uma sessão plenária em setembro do ano passado, Arruda se referiu à ministra do Supremo Tribunal Federal (STF), Cármen Lúcia, e às deputadas estaduais como “bruxas”.

Segundo a condenação, “as manifestações do deputado estadual Ricardo Arruda configuram conduta incompatível com o decoro parlamentar”. Segundo o regimento interno da ALEP, a penalidade imposta foi uma censura escrita. A decisão ainda cabe recurso.

Votaram favoravelmente à condenação os deputados Dr. Leônidas (relator), Márcio Pacheco, Márcia Huçulak, Doutor Antenor e Artagão Júnior. O único voto contrário foi do deputado estadual Tito Barichello.

Mabel Canto ressaltou o caráter histórico da decisão histórica e reforçou que é fundamental garantir que mulheres possam ocupar espaços de poder e decisão com respeito, segurança e igualdade de condições. “A violência política de gênero tenta descredibilizar, constranger e afastar mulheres da vida pública. Não podemos normalizar esse tipo de comportamento. Lugar de mulher é onde ela quiser, inclusive nos espaços de liderança e representação”, afirma.

A deputada também reforçou a necessidade do fortalecimento de políticas públicas, mecanismos de denúncia e ações de conscientização que combatam práticas de violência, assédio e discriminação no ambiente político e institucional.

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