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Taxa de coleta de lixo será cobrada na tarifa de água da Sanepar em 2019

Taxa de coleta de lixo será cobrada na tarifa de água da Sanepar em 2019
Foto: Divulgação/Prefeitura de Palmeira
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IMPRENSA/Palmeira - Em reunião realizada na última quinta-feira (2), em Curitiba, a Prefeitura de Palmeira e a Sanepar trataram de parceria referente a cobrança da taxa de coleta de lixo na tarifa de água, atualmente cobrada com o Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU).

Participaram da reunião, representando a Prefeitura de Palmeira, o secretário de Finanças, Eloir José Voichicoski, e a diretora de Arrecadação, Maria Carolina de Goes. Pela Sanepar estiveram presentes João Pedroso, Karla Bondi Biavatti e Cristiane Coutinho Gebran.

Os objetivos pela opção da parceria com a Sanepar para cobrança da taxa junto com a tarifa da água estão relacionados a busca pela redução da inadimplência, que hoje chega a passar de 40% de não pagantes. Isso impacta diretamente na capacidade de custeio do serviço prestado, sendo um serviço não sustentável e que para manter o município utiliza recursos de outras fontes livres para complementar o custo.

Outra vantagem é a possibilidade de parcelamento em até 12 vezes, período maior que o parcelamento do IPTU. Outro item de importância é que no modelo atual, no caso do não pagamento do IPTU pelo contribuinte, o mesmo irá para dívida ativa e o valor da taxa de coleta de lixo reforça o acréscimo do valor em cobrança e juros, aumentando as dificuldades de quitação pelo devedor.

Em 2017 o município arrecadou pouco mais de R$ 860 mil reais e em 2018, até o momento, foi arrecadado R$ 600 mil. O custo com a gestão dos resíduos sólidos chega em R$ 1,4 milhão por ano.

O Município de Palmeira já possui aprovada a Lei Complementar 03/2017, sobre a instituição da taxa de gerenciamento de resíduos sólidos domiciliares. Os trabalhos para transição para o novo modelo acontecerão neste segundo semestre e a efetivação será a partir de janeiro de 2019.

De acordo com Voichicoski, o Município está buscando formas de custear o serviço com valores que já vem sendo lançados, mas que em função da inadimplência, não é equilibrado e não deixa a operação sustentável. “O que muda é a forma de arrecadação, pela parceria. A Sanepar passa a ser o agente arrecadador desta taxa para a Prefeitura”, comentou.

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