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Jaguariaíva debate enfrentamento às drogas

Jaguariaíva debate enfrentamento às drogas
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Ocorreu na manhã desta quarta-feira (28) em Jaguariaíva a abertura do III Seminário de Enfrentamento ao Álcool, Crack e outras Drogas – Prevenção, Tratamento e Repressão. Promovido pelo Comitê Municipal Intersetorial de Saúde Mental, Conselho de Políticas sobre Drogas e Secretaria Municipal de Saúde, o evento favoreceu a discussão, capacitação e apresentação de propostas para ajustes e fortalecimento de dos segmentos atuantes na área.

O público do seminário foi de membros da sociedade civil organizada, organizações religiosas, conselhos municipais, comunidade e representantes da administração municipal, Ministério Público, Polícia Militar (PM) e integrantes da rede intersetorial de saúde mental. Entre os presentes estiveram a coordenadora do Comitê Intersetorial e Saúde Mental, Aline Cristina Correa Anselmo, a presidente do Conselho de Políticas sobre Drogas, Hérica Castelari, o delegado Derik Moura Jorge, o sargento PM Vitor Onisko, os secretários municipais de Saúde, Amália Cristina Alves e de Administração e Recursos Humanos, Hissashi Umezu.

As palestras foram feitas pela psiquiatra Luciana Brandão, responsável pelo serviço de saúde mental no município, e ainda pelos soldados Raniery Costa Dionathan Luiz Manfin, que contaram como está o andamento do trabalho de ambos na Patrulha Escolar. Conforme os policiais, a prioridade do programa é a prevenção via orientação de pais e alunos, havendo também serviço de repressão quando necessário.

Já a médica Luciana falou da reforma psiquiátrica, desencadeada a partir da década de 70, provocando reflexões sobre a forma desumanizada que os doentes mentais eram tratados. Ressaltou que o vício nas drogas deve ser encarado como uma doença crônica, que como tal exige tratamento e cuidado contínuo.

Houve ainda trabalhos em grupo para traçar um diagnóstico da situação de enfrentamento de álcool, crack e outras drogas em Jaguariaíva, incluindo os focos de prevenção, tratamento e repressão. Vale lembrar que no município funciona o Caps (Centro de Atenção Psicossocial), que além de doentes mentais, cuida do tratamento ambulatorial de dependentes químicos no município. A média de cadastros da unidade é de 200 pacientes dependentes, informa a enfermeira Aline Cristina Correa Anselmo, responsável pela unidade.

O seminário foi o ponto alto de uma programação mais extensa, que marcaram a passagem do Dia Internacional de Combate ao Uso de Drogas no dia 26 de junho.  Outras ações ocorreram anteriormente, como palestras e concurso de cartazes em escolas estaduais, com a temática do combate ao crack, álcool e outras drogas. As atividades continuam na sexta-feira (30), com a realização de uma passeata no centro da cidade, a partir das 9 horas.

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