
COM ASSESSORIAS - A realidade do campo estará no centro das atividades da Operação Rondon em São João do Triunfo. Entre os dias 11 e 21 de julho, estudantes e professores da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) e da Faculdade Pequeno Príncipe promovem uma série de oficinas gratuitas voltadas à saúde, geração de renda, cooperativismo e qualidade de vida, com ações planejadas para atender às características do município.
Segundo dados do Censo Demográfico 2022, cerca de 9,5 mil moradores vivem na área rural de São João do Triunfo, o equivalente a aproximadamente 70% da população. A agropecuária também tem papel central na economia local, respondendo por cerca de 65,6% do Produto Interno Bruto (PIB) do município, com destaque para a produção de tabaco. Diante desse cenário, parte das oficinas foi organizada para dialogar diretamente com a rotina dos pequenos produtores e das comunidades rurais.
Entre as atividades previstas estão oficinas sobre cooperativismo no campo, alternativas para geração de renda extra, uso de plantas medicinais, prevenção e cuidados com diabetes e hipertensão, além de outras ações voltadas à promoção da saúde e ao fortalecimento da qualidade de vida da população.
Para a professora Aline Scharr, responsável pelas atividades no município, construir a programação exige conhecer as necessidades locais e adaptar as ações à realidade da comunidade."A construção do cronograma é um dos maiores desafios do Rondon. Nossos alunos possuem muitas habilidades e isso gera oficinas bastante diversas. Em São João do Triunfo identificamos demandas relacionadas à população infantojuvenil, aos idosos e ao setor agropecuário, por isso grande parte das atividades foi planejada para acontecer na área rural do município. Contamos com a parceria dos articuladores locais e dos estudantes para transformar esse planejamento em ações que realmente façam sentido para a comunidade", afirma.
A coordenadora institucional da Operação Rondon pela UEPG, professora Marina Tolentino Marinho, destaca que a operação representa o início de um processo de aproximação entre universidade e município."O Rondon acontece em um período determinado, mas sua proposta vai além desses dias de atividades. A ideia é atuar como um pontapé inicial para que outras ações de extensão possam surgir a partir desse contato com a comunidade e das demandas identificadas durante a operação", explica.
Além das contribuições para a população, a experiência também transforma a formação dos acadêmicos envolvidos. O estudante de Farmácia Leonardo acredita que as oficinas podem gerar impactos duradouros na comunidade."Espero que as ações possam incentivar o autocuidado, fortalecer a prevenção de doenças e contribuir para que crianças, adultos e idosos se tornem multiplicadores de informações em suas famílias e comunidades. Pequenas mudanças de hábitos podem gerar impactos importantes na qualidade de vida, e acredito que esse seja um dos maiores legados que podemos deixar", ressalta.
Segundo Leonardo, a vivência extensionista também amplia a formação dos estudantes ao aproximar o conhecimento acadêmico da realidade das pessoas. "A Operação Rondon desenvolve habilidades como comunicação, trabalho em equipe, liderança e empatia, reforçando que o compromisso social da universidade acontece principalmente no contato direto com a comunidade e na construção conjunta do conhecimento", completa.