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Professor ensina a confeccionar e a tocar panflute em vídeo gratuito no Youtube

A iniciativa do professor Luís Javier Paredes Reategui faz parte do projeto ‘Flautas Ancestrais Indígenas: resgate e valorização’, quem tem como objetivo mostrar a riqueza cultural dos povos originários

Professor ensina a confeccionar e a tocar panflute em vídeo gratuito no Youtube
(Imagem: Divulgação)
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COM ASSESSORIAS - Com muito cuidado e delicadeza, pequenos pedaços de bambu são transformados em um instrumento muito harmonioso e melodioso. Ele é conhecido como panflute e composto por vários tubos de tamanhos diferentes amarrados lado a lado, que produzem sons distintos ao soprar na extremidade aberta. O passo a passo desse processo foi gravado em vídeo pelo músico e professor Luís Javier Paredes Reategui e disponibilizado gratuitamente no Youtube. A iniciativa faz parte do projeto ‘Flautas Ancestrais Indígenas: resgate e valorização’, que busca promover a cultura indígena por meio da confecção e do ensino da panflute. O projeto é viabilizado pela Secretaria de Estado da Cultura do Paraná através de recursos da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura do Ministério da Cultura (Governo Federal) e conta com a produção executiva da Dali Projetos Criativos e da ABC Projetos Culturais.

Para Javier, o principal objetivo da iniciativa é compartilhar a cultura inca e mostrar a riqueza que há dentro de cada povo indígena. “Às vezes, as pessoas têm a ideia de que os indígenas são um grupo só, que todos são iguais e têm os mesmos costumes. Na verdade, não é assim. Cada povo tem sua própria tradição, sua própria cultura, suas próprias crenças e suas próprias tradições”, enfatiza. Ele usa arte para valorizar a diversidade dos povos indígenas das Américas e como eles mantêm a sua cultura de forma independente. “Aquela ideia do índio selvagem, que mora nas matas e não tem nenhum tipo de desenvolvimento cai por terra quando as pessoas veem que, de materiais tão simples como o bambu, a gente consegue fabricar instrumentos tão bonitos, tão sonoros, e trazer melodias que carregam muita alegria, muita reflexão e muita espiritualidade”, reforça.

O conteúdo do vídeo é o mesmo da oficina que percorreu escolas públicas de dez municípios dos Campos Gerais, ensinando os alunos a confeccionar e a tocar a panflute. De acordo com Javier, a ideia de disponibilizar o material gratuitamente no Youtube é permitir que os alunos possam rever o conteúdo e que os professores possam replicar as atividades nas escolas. “Todas essas informações são um material muito rico para que os professores possam trabalhar de forma transversal e têm um impacto muito positivo dentro da escola. Tudo isso enriquece o trabalho pedagógico e possibilita que os alunos tenham contato com conteúdos que eles viam apenas nos livros didáticos”, comenta.

Vivência cultural direta

Natural do Peru, Javier cresceu em contato com a música e a cultura inca desde criança. “Meus avós são de Cusco, descendentes dos incas, e foi com eles que eu aprendi a tocar flauta. E a gente aprende brincando, como aqui as crianças aprendem a tocar um pandeiro ou jogar bola. É algo muito natural para nós lá, porque faz parte da nossa tradição”, explica. Ele destaca que o processo de confeccionar os próprios instrumentos traz uma riqueza cultural muito grande. “Por mais que pareça algo simples ou pequeno, é dessa forma que os incas transmitem o seu legado. Primeiro, a gente aprende a confeccionar os instrumentos e, logo depois, ensinam a gente a tocar as flautas da mesma forma como eu estou fazendo através das oficinas. Então, eu estou oportunizando para os alunos um pouco da nossa vivência cultural de forma direta”, argumenta.

Resgate e valorização

Desde 2025, o projeto ‘Flautas Ancestrais Indígenas: resgate e valorização’ percorreu os municípios de Carambeí, Castro, Ipiranga, Ivaí, Palmeira, Piraí do Sul, Ponta Grossa, Porto Amazonas, São João do Triunfo e Tibagi. A iniciativa promoveu palestras sobre os instrumentos tradicionais andinos, apresentações de músicas folclóricas e oficinas para confecção de panflute, unindo música e educação, e valorizando as tradições dos povos indígenas.

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