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Cultura & Eventos

Parque Histórico presta homenagem a Dona Dinni

Parque Histórico presta homenagem a Dona Dinni
(Divulgação/APHC)
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COM ASSESSORIAS - Parque Histórico de Carambeí mais uma vez se une a instituições culturais do mundo todo, entre os dias 13 e 19 de maio, para participar do Museum Week que é uma ação global que incentiva a produção de conteúdos nas redes sociais. O evento que tem por finalidade desvendar os bastidores e curiosidades das instituições participantes está na sexta edição.

Como esta edição do evento será norteada pela Causa das Mulheres na Cultura (ontem, hoje, amanhã). Serão sete dias, com sete temas e serão utilizadas hashtags diferentes para cada temática. No primeiro dia do Museum Week, dedicado a hastag #WomenInCulture, o Parque Histórico de Carambeí conta história de Dieuwertje Aaltje Kooiman Meijer, mulher que fez tanto pela cultura e que deixou um legado.

Dona Dinni

Dieuwertje Aaltje Kooiman Meijer, chamada carinhosamente de Dona Dinni, nasceu em Purmerend – Província da Holanda do Norte, no dia 10 de março de 1913. Faleceu com 93 anos, no dia 7 de janeiro de 2007.

Ao fim da Segunda Guerra Mundial, mudou-se com seu esposo, o engenheiro o engenheiro agrônomo e oficial do exército Hendrik Meijer, para o Brasil. Eles permaneceram como diplomatas no Rio de Janeiro até o início da década de 60, quando deixaram a embaixada e mudaram-se para Carambeí.

Dinni era uma mulher forte não deixava- se abater, nem mesmo com a morte do esposo em 1983, quando começou a enfrentar algumas dificuldades. Sempre repetia a seguinte frase: “Never a dull moment”, que significa “Nenhum momento é chato”. Fazia de todos os momentos uma grande festa, contagiava a todos com sua alegria de viver, tanto que mantinha contato com pessoas do mundo todo.

Amante da música se formou pelo conservatório de música na Holanda, teve no piano um companheiro até o final de seus dias. Realizava concertos em sua chácara para ajudar a entidades beneficentes. Amigos e pessoas próximas sempre compareciam para prestigia-la. Os concertos realizados por Dinni eram gratuitos, mas próximo a porta deixava um vaso onde os convidados depositavam. Em novembro de 2006, com 93 anos, realizou sua última apresentação.

Dinni dedicou sua vida para ajudar aos outros e mesmo após sua morte continuou contribuindo. Como não teve filhos, deixou pagas bolsas de estudos no Colégio Instituto Cristão, em Castro, e no Conservatório de Música de Curitiba, destinou uma quantia significativa em dinheiro para a Escola Evangélica de Carambeí e doou quadros valiosíssimos para o Museu de Arte de São Paulo (MASP).

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