Correio dos Campos

Especialistas vêm boa produtividade na Safra 17/18 no Tocantins

Investimentos em pesquisa na região trouxeram melhoras significativas às condições das lavouras.
2 de Maio de 2018 às 14:22
Foto: Gestão Agrícola

COM ASSESSORIAS – Representantes da Frísia e pesquisadores da Fundação ABC (FABC) avaliam que a atual safra no Tocantins deve ter um aumento de produtividade em relação ao ano anterior. A cooperativa está no estado desde 2016, após a instalação de uma unidade em Paraíso do Tocantins. O aumento é estimado, em média, em mais de dez sacas de soja por hectare.

“Diferente da safra anterior, tivemos ganho na condição climática: o produtor não sofreu com veranicos e houve regularidade de chuvas”, afirma Mario Dykstra, gerente de negócios Agrícola da cooperativa. Dykstra também avalia positivamente o potencial das lavouras, tanto para área de abertura – com uma expectativa de 50/55 sacas – quanto para lavouras já plantadas – com potencial para 60/70 sacas.

Atualmente, o estado tem uma média produtiva de 48 sacas por hectare, chegando aos 58 em algumas regiões. O potencial agrícola cresceu nos últimos dez anos em razão do aumento da área de plantio, que saiu dos 450 mil hectares para 900 mil. “Hoje o Tocantins trabalha com uma realidade de aproximadamente 48 sacas, mas queremos ir além e chegar às 72/75 sacas”, afirma a coordenadora da unidade Frísia no Tocantins, Érica Lima Brito. Para ela, o trabalho realizado pela cooperativa é importante porque permite vivenciar a realidade do local.

Este é o segundo ano que a região recebe assistência técnica da Frísia, além do acompanhamento dos pesquisadores da FABC. Foram desenvolvidos estudos de adaptação de cultivares, fertilidade dos solos e manejo de culturas. “Nesta safra foi possível validar os resultados obtidos nos experimentos do ano anterior, as melhores cultivares selecionadas nos nossos testes foram validadas e confirmadas em lavouras dos cooperados”, comenta o gerente técnico de Pesquisa da Fundação, Luis Henrique Penkoski. “O investimento na abertura de novas áreas é alto. Saber como podemos posicionar a melhor estratégia tanto para correção quanto para construção da fertilidade dos solos é, sem dúvida, um ponto essencial para a sustentabilidade do produtor”, salienta o pesquisador.

O cooperado Pedro Henrique Rabito é produtor de soja, milho e milheto, e começou a trabalhar nas áreas do Tocantins em 2015. “Com 200 hectares, fechei uma produção de 42 sacas. Já, em 2016, aumentamos para 580 hectares, com um resultado de 54 sacas.” Para 2018, a expectativa é ainda maior: “Com 750 hectares esperamos que a produção gire entre 60 e 65 sacas”, afirma o produtor.

Em 2016, a Frísia inaugurou sua unidade em Paraíso do Tocantins, a 63 km de Palmas. Com capacidade inicial para armazenar 28 mil toneladas de grãos, os investimentos em novos silos poderão receber o dobro de armazenamento. O empreendimento atende agricultores da região, traz mais segurança e auxilia no escoamento da safra.