Correio dos Campos

Paraná é único estado do Sul autossuficiente em milho

5 de Maio de 2017 às 12:35

Em queda livre de preços, o milho virou tema de reunião entre os secretários de agricultura dos três estados do Sul do Brasil: Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Nesta quinta-feira (04/05), as autoridades realizaram uma reunião para debater as oscilações de preço do grão no país.

Metade do valor – Conforme noticiado pela Gazeta do Povo na terça-feira (02/05), o preço do milho caiu pela metade em relação a 2016. Mesmo assim, Santa Catarina apresenta dificuldades para atender a agroindústria local, que depende do cereal principalmente para a ração animal. “Temos 1,12% do território brasileiro e somos o maior produtor nacional de suínos e o segundo maior produtor de aves”, informa Moacir Sopelsa, secretário da Agricultura.

Aquisição – Para abastecer a suíno e a avicultura, o estado é o maior comprador de milho do país e precisa adquirir cerca de 3 milhões de toneladas do grão anualmente. A Secretaria da Agricultura local estima que isso represente um custo a mais de 8,4% em frete e impostos para a indústria local

Paraná – Único estado do Sul autossuficiente na produção de milho, o Paraná deve colher cerca de 18,5 milhões de toneladas nesta safra, conforme o último relatório divulgado pelo Departamento de Economia Rural – quase 40% a mais que a produção da safra anterior. Cerca de 13 milhões devem ser utilizados para a agroindústria local. O excedente é destinado a outros estados e países.

Melhor safra – “Esta será a melhor safra da nossa história. Os pequenos, médios e grandes produtores obtiveram grande produtividade”, destaca o secretário da Agricultura do Paraná, Norberto Ortigara.

Santa Catarina – Por outro lado, Santa Catarina espera colher 3,2 milhões de toneladas do cereal nesta safra – contra 2,8 milhões da anterior, o que representa 14% de crescimento. Os dados são do Epagri/Cepa – Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola, vinculado à Secretaria de Agricultura do Estado. “Nossa preocupação é aumentar a produtividade das lavouras e equilibrar os preços de milho para que tanto os produtores do grão quanto os produtores de suínos e aves tenham competitividade”, afirma Sopelsa.

Equilíbrio – Neste sentido, a ideia é equilibrar os preços do milho. Na opinião do secretário da Agricultura do Rio Grande do Sul, Ernani Polo, o poder público pode ajudar a estabelecer uma política de compra futura, ou seja, o comprometimento a da venda de parte da produção a um preço fixo a cooperativas e agroindústrias. O estado gaúcho deve produzir 13,7 milhões de toneladas neste ano, 2,5% a mais que o ano passado, quando a safra 2015/16 fechou em 1,4 milhões de toneladas, conforme dados do Emater/RS. 

Fontes: Gazeta do Povo / Ocepar